Mostrar mensagens com a etiqueta restaurantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta restaurantes. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de maio de 2014

Batatada na Batataria

Na quinta-feira fomos comer ao Pomme de Terre, um restaurante na Praça das Flores, já estávamos curiosos porque há anos que dizíamos que o sítio tinha imenso potencial mas ninguém pegava naquilo. Já tinha lido uma review no blog de uma amiga e se calhar o erro foi criar expectativas.

Comecemos pelo positivo, o sítio é muito giro, bem decorado e confortável, pessoal é acessível e simpático.

Quando olhámos para o menu eu fiquei logo desapontado, por alguma razão achava que uma Batataria teria muito mais opções vegetarianas e na realidade tinha duas, uma que eram batata no forno com azeite e alho e a Arigatou (no menu tinha acento circunflexo mas eu não romanizo com acentos, sorry) que era batata com seitan, molho teriyaki e cogumelos e foi esta que eu comi. Todos os pratos podiam ser servidos com batata clássica ou batata doce, eu fiquei pela clássica porque tenho uma relação de amor ódio com batata doce.

Só tinham duas entradas, batata doce frita e chapéu de corno, batata com queijo catupiry. Mas o empregado foi logo avisando que a batata doce frita não havia, estranho porque a opção de batata doce nos outros pratos estava disponível.

Bebi um mojito que estava bem agradável e depois chegaram as batatas que na realidade eram uma batata grande no forno com molho num prato de entrada. Só posso falar pelo meu que começou logo mal porque em vez de seitan tinha tofu que não é exactamente a mesma coisa e não me agrada particularmente, quando a cabra (não secreta) que há em mim ia dar sinais de vida fizeram-me de sinal para relevar e eu respirei o fundo e comi o tofu.

Estava tudo tão encharcado com molho teriyaki que, obviamente, estava salgado e sal até nem é coisa que me chateie note-se mas não sabia a mais nada do que uma batata meia farinhenta com uns cogumelos pelo meio, cubos muito discretos de tofu que mais pareciam cebolinho a decorar e quilos de molho teriyaki, não fiquei fã.

As sobremesas também eram só três, CheesePommeCake, Waffles de Batata Doce à Americana (adoro porque Waffles são franco-belgas mas vá) e Pedro e Inês que consistia em queijo da ilha e doce de batata doce (parece um trava línguas) mas que embora tivesse queijo da ilha foi servido com catupiry (assimcumássim é tudo queijo) e disseram que Waffles sim sim era boas mas não havia.

O empregado ainda que simpático ou estava num dia mau, ou estava lá há pouco tempo ou não era o lápis mais afiado do estojo, anotou os nossos pedidos e cinco minutos depois voltou atrás para voltar a anotar e trocou as bebidas todas do pessoal da imperial e do panaché, ainda que não se lembrasse de quem era quem, o mais prudente seria trazer primeiro umas perguntar quem tinha pedido e depois era só continuar, os meus amigos é que ao provar depois trocavam.

Eu pedi o CheesePommeCake que era uma reinterpretação de cheesecake que tinha bolacha, doce de batata doce, cheesecake e doce de frutos vermelhos (muuuuuito doce de frutos vermelhos) e que claro está por muito complexo que quisesse ser sabia a frutos vermelhos com texturas diferentes, era tão intenso que mascarou completamente os outros sabores todo e se calhar tinha muito a ganhar se repensassem os quilos de doce em cima. Acabei por provar mesmo o doce de batata doce porque provei o Pedro e Inês de uma amiga minha que perdeu pela substituição do queijo da ilha que teria feito um contraste de sabores muito mais interessante.

O preço é médio ainda que eu ache puxadote para o tamanho das porções, ficou a pouco menos de 17€ por pessoa sem entradas e basicamente parece uma versão rebuscada das batatas que se comem em Covent Gardénia (que eu adoro) e acho que tanto o chef como o sítio tinham a ganhar se reestruturassem um menu pobre e repensassem algumas das combinações de sabores e por favor menos molho teriyaki.