quarta-feira, 20 de julho de 2016

Pokemon Woa



O jogo Pokémon Go tomou o mundo por completo, milhares de pessoas procuram incessantemente pokémons pelas cidades e isso reflectiu-se pelo Facebook, que também poderia ser chamado de "Portugal indigna-se com..." quando as feeds foram inundadas por quem gosta e por quem não gosta.

Há aqui umas cenas que me baralham, porque é que é tão importante fazer-se ouvir que achamos o jogo uma parvoíce? Isto não é como as vaginas? Cada uma tem a sua e quem quer dá-la, dá-la?

Porque é que é tão importante os fãs acharem que têm que justificar o que gostam a seja quem for? Poupem-me, ao sentirem-se picados com as poke-jokes então não são verdadeiros poke-trainers. Não percebo a necessidade que a maioria das pessoas sente de terem os seus gostos musicais, televisivos, literários validados por terceiros? Não existem guilty pleasures, pleasure is not guilt.

Comentários menos brilhantes que colocam os que não jogam acima de quem joga é uma espécie de classismo só mostra que continuamos a ser snobs e preconceituosos.

Em vez de valorizarem a mensagem de Pokémon em que devemos acreditar e lutar pelos sonhos, dar valor aos amigos acima de tudo e outras coisas que o cannon tem de positivo passamos a vida a julgar os que se divertem com eles.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A Sexy Family precisa urgentemente de um update.

Lorenzo e Pedro, amados por muitos mas também detestados por muitos não sabem que é o actual primeiro ministro.

Apelam ignorância às notícias e realidade política portuguesa, lá diz o povo que a ignorância traz felicidade.

Serviu para me sentir super informado, porque ainda desfasado das notícias e dos telejornais ainda sei quem é o nosso primeiro ministro.

Cá para mim não clicaram no botão do update.

Originalmente ia entrar numa série de considerações sobre eles e o prémio Arco-Íris e cenas, mas não vale a pena, o tiro pela culatra diz tudo.

Cheer up Sexy Family, o PPC pode continuar a ser membro da vossa família mas não é Primeiro-Ministro.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vinte Horas de Sono Precisam-se

Tenho o dom particular de ficar ainda mais exausto quando regresso de férias porque durmo pouquíssimo, nem quero pensar como seria se não fosse um devoto de São Alprazolam, e ultimamente sinto-me fisicamente de rastos e as sete horas que durmo por noite não estão a chegar. Desde aniversários, jantares sortidos, quizzes e afins se conseguir estar na cama às 23:00 já é uma conquista.

terça-feira, 31 de maio de 2016

You and I #1

Her - How are things?
Me - Stressfilled. It's like pastry cream but tastes like stress.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A idade já não é o que era...

Acordei às sete da manhã e fui para a clássica reunião de encher os chouricinhos. Quanto mais tempo passa, menos eu percebo corporate mentality e as prioridades que as empresas têm.

Seguiu-se um dia do demónio com a pequena luz ao fundo do túnel de um jantar com amigos na Tasca Anti-Dantas que não deixou de ser carrossel, umas vezes em cima e outras em baixo, confundiram o dia da nossa reserva e deram-nos uma garrafa de tinto para encher mais uns chouricinhos (há dias que parece que a minha vida é toda um fumeiro) e começámos a jantar com quase duas horas de atraso.

Há umas semanas quando estive na terra do Tintim deu-nos uma paragem mental e andámos à procura de fondue de queijo mas só encontramos fondu de queijo, comi-o na tasca mas #ficaadica que batata doce desfaz-se toda no queijo derretido.

Acabámos a noite no Titanic sur Mer, e tive cãibras nos dedos dos pés e nas pernas e mesmo assim continuei a dançar, vimos algumas lip sync battles mas às quatro já estávamos em casa. Não me apetece a fazer a ponta e estou morto no sofá...

terça-feira, 24 de maio de 2016

Eu e Mamãe

- Filho, sabes o que é que vendem na Bimba e Lola?
- De facto ponderei uma carreira como drag queen, mas não foi para a frente.

domingo, 10 de abril de 2016

Eolo and the tea ceremony

Vamos para o último capítulo do segundo livro de língua japonesa e de todos os manuais que eu usei, o Genki é talvez o mais interessante para aprendizagem da língua ainda que não o considere um livro para auto-aprendizagem.

Pelo meio das aulas de gramática e muitos exercícios, vamos tendo algumas em que o foco está na cultura japonesa, esta semana fomos "convidados" para 茶道 ou a cerimónia do chá.

Se têm paciência para as minhas ramblings e análises dos episódios de Sailor Moon, eu neste post falo das desventuras de Usagi e Chibiusa na cerimónia do chá que não são muito diferentes das minhas.

A professora tirou todas as mesas da sala de aula, parte estava coberta com tatami e a outra parte com cobertores e almofadas, à chegada fomos convidados a retirar os sapatos e lavar as mãos. Todo o processo é extremamente zen e depois de ficarmos familiarizados com os utensílios para a cerimónia que são normalmente de madeira lacada começamos por "peneirar" o matcha (chá verde em pó) por duas peneiras e aqui começou logo a minha desgraça, peguei no pacote do chá ao contrário e ouve uma expulsão verde de pó... Depois de muita paciência da professora que retirou o chá do tatami com uma pena, continuámos na cerimónia que têm uma série de gestos coreografados em que preparamos a taça, colocamos o chá, a água, viramos a chávena e oferecemos ao nosso "convidado" com vénias lá pelo meio, recebemos a taça e limpamos tudo.

Quando digo que a coisa é muito zen é porque inconscientemente ficámos extremamente calados enquanto cada aluno ia trocando de papéis a fazer ou a receber o chá enquanto comíamos yokan e manju.

A única vez que "participei" numa cerimónia do chá foi em 1996 ou 97 num encontro dos amigos do Japão em que todo o tipo de expressão cultural era demonstrado em várias salas, desde vestirmos kimono (a minha mãe perdeu a foto...), fazermos pequenas peças de artesanato e comermos algumas coisa, havia também a participação numa cerimónia do chá cheia de gente em que estávamos sentados em cadeiras e apenas bebíamos o chá que nos era oferecido. Desta vez foi tudo mais intimista em que até entre alunos acabamos por ter uma interacção diferente daquela que é habitual porque as várias trocas de fazer e beber permitiram interagir com colegas com os quais por norma não falamos por uma questão de disposição da sala.

Para além disso estou com os joelhos e as pernas feitos num oito, depois de duas horas e meia sempre de joelhos em cima do tatami.

Não seria uma coisa que eu me visse a fazer lá por casa, por um lado por falta de espaço mas por outro pela falta de praticabilidade, mas houve alturas em que enquanto se fazia o chá que me senti extremamente sereno (o que é raro) e muito desligado de tudo o que estava ao meu redor até a professora tentar corrigir a postura das mãos. Se tiver a oportunidade de voltar a repetir, farei com toda a certeza, na esperança porém que não entorne o matcha.