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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Update - "The Devil You Know"


Adorei este livro, lembra-me uma mistura entre o Cormoran Strike e o Dresden, um thriller que tem como protagonista um exorcista.

Concluí o tema "It, a Coisa - Um livro de terror".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Update - "Daughter of Destiny"


Comecei a ouvir este livro para terminar uma das partes do desafio e soou-me extremamente familiar, quase como se ambientado no "The Mists of Avalon" da Marion Zimmer Bradley cuja descrição de Gwenhwyfar como uma mulher frágil, com um enorme complexo de inferioridade e uma devoção à cristandade como forma de compensação pelos seus "pecados".

Após ouvir as notas da autora, de facto esta série propõe-se a ser a redenção de Guinevere enquanto figura "histórica" (não há provas sobre existência de Artur e Camelot) e uma das protagonistas do livro de Bradley.

A primeira parte segue a educação espiritual de Guinevere na ilha de Avalon e a sua rivalidade com Morgan, logo aqui está tudo um pouco mal explicado, Morgan mantém-se mais ou menos caracterizada como uma filha das fadas de origem inconsistente, mas o ódio que ambas nutrem uma pela outra nunca é explicado para além da rivalidade entre duas sacerdotisas extremamente talentosas.

O resto do livro é interessante mas falta a Guinevere de "Daughter of Destiny" o carisma de Morgaine em "The Mists of Avalon" e em algumas passadas a primeira parece uma cópia da segunda.

Este livro conclui a estada "O Diário da Princesa - um livro sobre realeza", deixando-me a dois livros do final do desafio.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Update - "Ink"


Uau, tenho tantos mixed feelings em relação a este livro, Por um lado tem conceitos interessantes como o poder de animar coisas desenhadas aliadas à caligrafia japonesa e potencial para mais (há pelo menos mais 2 livros que ainda não li, logo decido) mas depois tem o insta-love de livros young adult e uma série de coisas que me irritam.

O livro tem uma protagonista americana que, por força das circunstâncias, vive com a tia no Japão, tenho algum carinho por tentar adaptar a cultura japonesa a um ouvinte ocidental mas a utilização de expressões desnecessárias como 携帯 (keitai, dei keitai bango "telemóvel") ou coisas que para mim não fazem sentido nenhum e dão-lhe ar de fanfic rasca, coisas como おかえり (Okaeri, expressão de boas vindas dada a quem chega a casa) não chateia mas as outras são super forçadas.

É rebuscado mas preenche o "Animais Fantásticos e Onde Habitam - Um livro com seres mágicos".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Desafio Literário #9 - "Ink"


Update - Time Thief


A Katie Macalister escrever, aquilo que é descrito pela Felicia Day, vaginal-urban-fantasy. O primeiro livro que eu ouvi da Katie Macalister foi o primeiro da série "Aisling Grey" com o "You Slay Me" com um humor muito tongue in cheek e o melhor sidekick ever. Uma amiga minha com quem eu insisti em ler a Aisling ficou fã da autora e leu praticamente tudo e eu não ligo às outras séries. Dito isto, precisava de um livro sobre viagens no tempo e li alguns reviews que faziam alusão aos diálogos com algum bantering e decidi experimentar... Ai... um conceito que podia ser interessante como o de roubar tempo mas gera uma série de paradoxos temporais que são esquecidos quando convém à autora. A realidade é que escrever sobre manipulação temporal não é nada fácil e não me parece que a Macalister seja a melhor pessoa para o fazer, a série continua mas eu vou ficar-me por aqui.

Kiya é uma heroína que tem conversas com o seu ID, ego e superego, conhece gajos bons que são nómadas e uma senhora que tem pugs. Pelo meio temos o fantasma estereotipado de um indiano, uma série de personagens tão shallow que se confundem e a única coisa pela qual dei duas estrelas foi aos diálogos entre Kiya e Peter que são engraçados pelo absurdo que são mas nada mais do que isso. Com isto risco o "Doctor Who - Um livro sobre viagem no tempo", o que me leva a pensar que se calhar tinha-me ficado por um dos livros de Doctor Who mas já tinha achado que abusei ao ser tão literal com a parte "Star Wars".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Update - The Man in the High Castle


O que é interessante neste livro é que o leitor pode sentir-se alguém de uma realidade em que os Aliados venceram a guerra lê um livro sobre uma realidade onde os Aliados perderam a guerra e os personagens lêem um livro sobre uma realidade onde os Aliados venceram a guerra ou por outra life imitates art imitates art. É um livro com uma enorme influência do I Ching e praticamente todas as personagen na região nipo-americana usam para saber os augúrios e o que vai ser despoletado. Dito isto e para além de Tagomi todos são extremamente limites, uns restringidos a lugares comuns e preconceitos sobre a cultura japonesa mas não foi um livro que prendesse, deixa-nos muito curiosos e deixa o fim que o autor pretendia. Muita da narrativa lê-se como um texto histórico com ainda mais horrores que o governo de Hitler teria feito.

Mais um para o Desafio Literário 2016 - Jogos Vorazes - Uma distopia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Desafio Literário #7 - The Man in the High Castle


Update - Indexing - Reflections


Adoro esta saga da Seanan Maguire e este livro foi uma excelente continuação e até melhor do que o primeiro, num mundo onde uma força oculta descrita como "The Narrative" usa coincidências para replicar os contos de fadas vezes sem fim, apenas uma equipa especial do governo está preparada para reconhecer quando potenciais protagonistas (ou vilões) e impedir que a narrativa tome proporções drásticas.

Deixo aqui um convite ao Limite que pode gostar de ler esta saga mas que comece pelo primeiro livro que é só "Indexing" e muito giro.

A minha personagem preferida (não é a protagonista) é a Sloane Winters o arquétipo da "Wicked Stepsister".

Estes livros foram originalmente lançados como capítulos individuais com uma história principal com background muito ao género de séries de televisão como Buffy ou Supernatural.

Este livro adiciona o "Once Upon a Time - Um Conto de Fadas Actual" ao Desafio Literário 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Desafio Literário #6 - Indexing - Reflections


Update - The Ladies Paradise (Au Bonheur des Dames)


Terminado o quinto livro do Desafio Literário 2016, Orgulho e Preconceito - Um Clássico, e optei por esta obra de Émile Zola, dei-lhe uma boa pontuação no Goodreads porque é um bom livro da corrente Naturalista, dito isto é para lá de secante entre descrições exaustivas da loja inspirada no Le Bon Marché (ainda hoje existe e andei por lá em Outubro) e uma crítica social ao consumo, ao capitalismo e ao sacrifício do comércio tradicional pelos grandes armazéns cujos preços são imbatíveis.

Denise, a protagonista de Zola é uma típica ingenue, com uma mentalidade provinciana mas de valores sólidos especialmente a sua virtude. Acho-a estupidamente insípida (já o tinha achado na adaptação da BBC) e os restantes demasiado bi-dimensionais. Os homens são caracterizados por extremamente ambiciosos ou demasiado orgulhosos para perceber quando é que já não há nada a fazer e sacrificam a família, a estabilidade financeira para combater o incombatível, o irmão de Denise quasi-proxeneta, o seu tio extremamente egoísta, a tia para lá de Marraquexe e a prima uma vítima do capitalismo que destrói tudo até o amor.

Não me aqueceu nem me arrefeceu e a dada altura só queria que acabasse e até o final achei insípido previsível.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Desafio Literário #5 - The Ladies Paradise (Au Bonheur des Dames)


Update - The Gospel of Loki


Eu gosto de Joanne Harris, um dos livros que ela escreveu blueeyedboy que fala sobre a experiência de utilizadores da plataforma LiveJournal é extremamente interessante. The Gospel of Loki é um livro pequeno sobre mitologia nórdica MUITO livremente adaptado e baseado em adaptações que a tentam adaptar à cosmologia judaico-cristã (Loki caracterizado como "The Prince of Lies") é, não obstante pouca pesquisa e uma narrativa linear com a maioria dos personagens extremamente uni-dimensionais, um conto na primeira pessoa de Loki e os acontecimentos desde o seu primeiro encontro com Odin até ao Ragnarok. O que me faz adorar este livro é o narrador e o seu desdém não só pelos homens como pelos deuses.

Se gostam de livros com um fundo mitológico, a la As Brumas de Avalon ou O Presságio de Fogo de Marion Zimmer-Bradley com narradoras inesperadas (Morgaine e Cassandra), The Gospel of Loki é uma leitura interessante que nos faz dar umas gargalhadas. Acredito que as adaptações que Harris fiz à história original estão ligadas à saga "Runemarks" que ainda não tive oportunidade de ler.

Até agora uma experiência muito interessante assim como o Graphic Audio da Miss Marvel. Este livro conclui a parte de "Percy Jackson - Um Livro Sobre Mitologia" do desafio.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Update - Ayala Storme series - Storm in a Teacup; Any Port in a Storm; Taken By Storm

 

Conclui-se a parte do Desafio Literário "Os Três Mosqueteiros", estes três títulos foram uma desilusão, numa ficção urbana em que Mediators regem o equilíbrio entre a Terra e as Dimensões Demoníacas, acho tudo extremamente gratuito, personagens pelos quais não sinto empatia ou interesse, relações amorosas mal escritas e propositadamente falhadas. Tem algumas falas engraçadas mas não o suficiente para me deixar a salivar por mais como acontece com a saga da Kate Daniels da Ilona Andrews. Se a série continuar não me parece que eu a vá seguir afincadamente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Eolo e os Audiolivros

O Anfitrião questionou aqui porque é que eu prefiro audio-livros a livros e percebi que a resposta ia ser demasiado longa para poder ser colocada num comentário.

Estamos em 2007 (já não me lembro) e passei uns dias na casa de um amigo na Pennsylvania, foi no mesmo ano que ensinaram o que era o Christmas in July, ele na altura era cabeleireiro e demorava 3 horas no trânsito no seu percurso diário. Tinha um caso extremo de road rage e começou a ouvir audio-livros para se distrair e não parecer o tempo todo furioso. Na altura fiz um pffft mental e pensei que era mais um americano que nem sequer conseguia ler um livro e tinha que o ouvir e uma série de preconceitos.

Fast forward para o ano seguinte, estava num projecto altamente stressante com pouquíssima qualidade de vida, sem tempo para os meus amigos, para sair e passava o tempo em trabalho, reuniões e de carro no trânsito. Com o cansaço perdi a vontade de ler, já não me dava gozo nenhum e não conseguia pegar num livro, um dos meus maiores prazeres perdeu-se. Tinha deixado de gostar de ler, andava sempre cansado e triste.

Na altura queria perceber o fenómeno do Twilight mas não conseguia ler o livro, parecia-me demasiado mau e adormecia sempre, decidi arranjar a versão audio-livro porque queria forçar-me a perceber o fenómeno. Usava-o no carro, era como ouvir uma amiga que não se calava com a merda do namorado.

Comecei a perceber que um dos pontos altos do meu dia era quando estava no carro e se estava trânsito melhor porque conseguia continuar a ouvir.

Moral da história... percebi o fenómeno do Twilight e detestei, MAS adorei um audiolivro, levou-me às minhas memórias das histórias repetidas que a minha avó me contava e a partir daí nunca mais parei.

A maioria dos livros no meu Good Reads foram ouvidos, não considero o "ouvir" uma arte menor, é simplesmente diferente e é assim que desfruto de obras de ficção. Não acho que seja para todos (até porque há um grande preconceito no "audiolivro") é uma experiência diferente que com um bom narrador ou narradora é absolutamente fantástico, havia noites que escrevia que ia com o James Marsters (o Spike de Buffy) para a cama, ele narra as Dresden Chronicles do Jim Butcher e agora já cheguei a ouvir livros pelo narrador.

Quem quiser experimentar pode dar uma volta à Audible onde tenho uma assinatura mensal que me dá direito a dois livros.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Desafio Literário #3 - Ayala Storme series - Storm in a Teacup; Any Port in a Storm; Taken By Storm

 

Update - Star Wars The Force Awakens


Terminei o audio-livro no domingo mas tenho andado preguiçoso para fazer uma review e dando por concluído a parte "Star Wars - Uma aventura fora da terra".

Tenho mega mixed feelings sobre este livro, na sua versão áudio é fofinho por tem uns efeitos sonoros subtis para criar mood mas ouvi o livro depois de ter visto o filme por isso não tive quaisquer surpresas no desenrolar das cenas. Todas as partes adicionais soam a adicionais e toda a gente me soa a plástica e desinteressante. Estava francamente à espera de melhor e fiquei horrendamente desiludido mas como temos que ver o copo meio cheio, fica mais uma parte do desafio literário concluída.