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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quando algum cantor morre há dois tipos de pessoas:

a) Os que colocam as músicas de sempre que é um enjoo na tua feed.

b) Os que colocam músicas mais obscuras que assimkumássim significa que gostavam mais do falecido do que os da opção a.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A Sexy Family precisa urgentemente de um update.

Lorenzo e Pedro, amados por muitos mas também detestados por muitos não sabem que é o actual primeiro ministro.

Apelam ignorância às notícias e realidade política portuguesa, lá diz o povo que a ignorância traz felicidade.

Serviu para me sentir super informado, porque ainda desfasado das notícias e dos telejornais ainda sei quem é o nosso primeiro ministro.

Cá para mim não clicaram no botão do update.

Originalmente ia entrar numa série de considerações sobre eles e o prémio Arco-Íris e cenas, mas não vale a pena, o tiro pela culatra diz tudo.

Cheer up Sexy Family, o PPC pode continuar a ser membro da vossa família mas não é Primeiro-Ministro.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Bishoujo Senshi Sailor Moon Crystal Blu-ray #9

É aquela altura do mês em que venho para aqui falar sobre coisas de merchandise que me interessam só a mim!

Caixa, booklet, digipak e charm do volume 9


A caixa deste mês tem a silhueta da Luna e a capa do digipack são as cinco personagens principais com os uniformes escolares, confesso que aquele sorriso triangular da Usagi me perturba ligeiramente, não é de perto nem de longe a minha capa preferida (para referência é a sexta com o Tuxedo Kamen) mas é engraçadita.

Makoto, Usagi, Minako, Rei e Ami


Tem os episódios 17  秘密 - セーラージュピター (Segredo - Sailor Jupiter) e 18 侵略—セーラーヴィーナス (Invasão - Sailor Venus) com alguns erros de animação corrigidos (na maioria as expressões ecchi da Makoto durante metade do episódio 17) e/ou retocados, excepto o erro do ceptro que se mantém para horror dos fãs todos em que não substituiram o Moon Stick pelo Cutie Moon Rod.

Mars henshin pen (ou será wand) nas minhas mãos


O charm desta edição é a Mars henshin pen (embora esteja na dúvida se é pen ou stick, porque a parte superior parece um frasco de verniz) e é engraçado mas tendo em conta que já correram as canetas todas de transformação ficou um bocadinho igual ao do volume 3.

As entrevistas são com o realizador da sequência de abertura e com as pessoas que dão a voz à Luna e ao Artemis.

Vou já no volume 9, faltam só quatro para terminar!


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sessão de terapia...

Quando vou gravar o programa acabou por ter sempre uma sessão de terapia grátis, a minha colega atura a minha falta de gosto e de bom senso e vai tentando por ordem no novelo que é a minha cabeça.

Ontem falávamos (quer dizer, sejamos sinceros, falava eu porque ela só ouve) do que me irrita e da tomada de consciência da minha própria maturidade (vê-se que sou humildade) analisando a minha meia dúzia de ódios de estimação das redes sociais (e aqui não falo dos que usam o instagram para nos mostrar o guisado insosso da mãe) mas aqueles que me irritam profundamente.

Desde começarem as frases por "Aqui * menin*", outros porque a internet é um escape para no virtual dizerem que são muita maus já que ninguém os ouve no real, ou então quando escreve "eu cá sou muit* honest* e sincer*" e depois todas e quaisquer homofobias, transfobias, xenofobias e e faltas de bom senso em geral.

Os blogues, o feice, o google +, o twitter, o tumblr, tudo isso são ferramentas da nossa expressão que há 20 anos eram apenas para quem sabia html e podia ter páginas online, mas este estranho pensamento em que a liberdade de expressão é igual a podermos dizer tudo sem assumir consequências faz-me impressão.

Para a semana há programa outra vez, por isso devo ter outra vez terapia.

Projecto Sailor Moon Crystal



Good morning racers.

Já tinha falado no projecto de Sailor Moon Crystal, quem quiser inscrever-se façam-me chegar o vosso endereço de e-mail para vos adicionar a um grupo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ele há coisas...

Nos últimos meses tenho  falado mais com o meu irmão do que nos últimos dois anos (ou três se eu pensar bem no assunto), liga-me ele porque há coisas nas quais eu posso ajudar.

Começo-me a irritar ligeiramente com este pseudo-regresso (porque quando não precisar já não vai ligar) e sinto a minha tolerância a baixar.

Respira fundo, um dois, um dois...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Adeus Páscoa, já vais tarde...

O meu fim de semana foi um autêntico marasmo e cada vez mais a Páscoa está a par e passo com o Natal em termos de desilusões.

Estupidamente os meus dias foram preenchidos com:


  1. Ver todos os episódios de Bunheads (porque é que cancelaram, porquê?)
  2. Ver o novo episódio de Sailor Moon Crystal (YAS GOD WERK)
  3. Ver o "Still Alice" e embora a Julianne esteja soberba, foi um bocado Alzheimer light.
  4. Por-me a par de Vampire Diaries (do not judge)
  5. Por-me a par de Bones (sim sim, eu vejo bué séries).
  6. Organizar os meus Clamp no Kiseki e aperceber-me que me faltam dois.
  7. Chegar à triste conclusão que estou sem material para desenhar e não tenho guito para repor tudo.
  8. Chegar a outra triste conclusão que quero ilustrar com copic, mas still sem guito.
Bah, humbug!

terça-feira, 17 de março de 2015

Eolo versus o início da semana

Estou que não me aguento, depois de uma segunda-feira cheia de estupidez em geral (e a minha em particular), a noite não foi boa conselheira e estou aqui que não me aguento.

O temporal fez a minha asma aparecer assim louca como se eu sentisse muita falta dela e o meu braço também quis dormir torto e pareço um frango de supermercado. Valha-me Saint François de la NARS para me fazer parecer uma pessoa minimamente decente e sobreviver à A5 com chuva, mas pensando bem podia ser pior, podia ser a IC19.

Os últimos dias foram consumidos por um projecto que surgiu do nada e que, quando estiver terminado, falo dele por aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sobre a ausência e cenas

Não publiquei nada propositadamente, não me apeteceu falar do assunto que se falou em todo o lado e deixei literalmente a cena passar de moda para voltar às lides da blogaria.

A casa já parece menos um acampamento, fruto de duas pessoas e muita tralha a regressarem e dou por mim a olhar para os armários da cozinha e pensar quando é que os vou limpar e arrumar.

Este fim-de-semana foi demasiadamente preenchido, correu tudo bem e até me diverti mas não tive aquele tempo de bezerranço que tanta falta me faz para por a energia em dia.

Sexta-feira fui jantar com uma amiga, com a nossa viagem a avizinhar-se (e que calha na semana do meu aniversário) lá fomos discutir sítios e coisas que queremos fazer mantendo-se a minha sensação de que depois vai ser tudo ao contrário mas vá.

Sábado de manhã foi reservado à minha obsessão animesca, vi o fim arco Dark Kingdom e tivemos um piquinho de Chibiusa, continuo alegremente a torcer os dedos para haver mais séries para eu puder ver as minhas personagens preferidas.

Fomos almoçar ao Mercado de Campo de Ourique e mais uns pastelitos de Nata na Aloma, podem ganhar os prémios todos mas não são os meus preferidos, gosto da massa folhada mas provavelmente (e como sempre) criei expectativas demasiado altas para um mero pastel de nata.

Houve também o jantar da rádio, supostamente entre autores de programas e promover a interacção e tralalá... sabem quando têm que ir a um casamento e só conhecem uma pessoa e torna-se provavelmente a coisa mais exasperante dos últimos tempos? Foi quase assim, o grupo conhecia-se quase todo (com excepção para eu e a minha amiga) e falavam todos na amena cavaqueira, eu lá disse duas ou três larachas mas estava mortinho para chegar a casa.

Não cheguei mortinho, mas cheguei com um pneu em baixo e com um belo de um temporal. Ainda estou para perceber se consegui chegar a casa apenas pela máxima "todos os cães têm sorte".

Domingo de manhã foi mandar o carro para arranjar um pneu, trocar de carro, ir gravar, ir ao supermercado e fazer jantar para mais uma soirée Downton Abbey.

E agora estou mortinho mortinho por mais um fim de semana, pode ser?


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dos fins de semana...

Chega a esta altura e fico agridoce, no Sábado vi o penúltimo episódio do primeiro arco de Sailor Moon Crystal e fiquei de lágrimas nos olhos (porque sou um tótó e porque já sei o que é que vai acontecer, já reli a manga tantas vezes) e depois acabei a tarde a comer scones com lemon curd na casa de chá das freiras vicentinas.

O Domingo foi a correr, fui ao aeroporto, ao El Corte Inglès comprar pandoro e mais umas coisas que mamãe tinha pedido e fui de malas e bagagens para casa de papais para passar lá as festas.

De tarde, e porque sou incrivelmente imbecil, lembrei-me que tinha que ir comprar o presente do meu afilhado. Depois de 3 tentativas frustradas, segui rumo para o Toys 'R Us no Cascais Shopping e lá conseguimos.

A noite foi ligeiramente melancólica, habituar-me a um espaço que já não o sinto com o meu, mimei a minha querida Hécate e acabei a noite tarde com insónias a estranhar cama e almofadas.

Estou tão fartinho das festas que não vos passa pela cabeça.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Cup of Coffee


Quando era miúdo, adolescente, jovem adulto, sempre odiei café. Era uma coisa que eu não percebia porque é que as pessoas bebiam, sendo a água a minha bebida de eleição nunca percebi.

Quando trabalhei numa loja há uma década atrás, comecei a fazer pausas e depois não havia nada para fazer naqueles dois minutos incrivelmente estúpidos e comecei a beber café.

Mesmo assim não sou apreciador e consumia-o de forma voraz. O meu recorde são 25 cafés num evento em que estava a dar workshops e geria n coisas, foi um fim de semana que parecia o "Pai Tirano" quando o casal pede pastéis de bacalhau e davam-lhe copos de vinho. Assim era eu, então dê-me um café duplo, dizia eu enquanto ia fumar um cigarro (ou dois ou três) até à fase seguinte.

Depois mantive o hábito, mas só me faz mal, agrava as minhas insónias e faz-me tremer as mão.

Ontem deixei de beber café, estive o dia todo pasteloso e cheio de dores no corpo, quando estava na auto-estrada cheguei a pensar que se precisasse de reflexos rápidos não iria conseguir reagir.

Hoje continuo neurótico, mas depois passa.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Com texto mas sem contexto

Com o fim das temporadas televisivas, temos que arranjar algo para nos entreter, eu bem tentei macramê mas confesso que a minha dislexia assola-me e aquilo mais parece algo que veio dar à costa de um naufrágio do que propriamente algo onde eu possa pendurar um vaso.

Quando temos um blog onde optamos por partilhar pequenos momentos das nossas vidas, uma das vantagens é o feedback dos nossos leitores que podem ou não ser amigos mas que daquilo que vão conhecendo ou descobrindo podem sempre opinar na (bem ou mal?!?)dita caixa de comentários.

Entramos no mundo mágico da distorção em que podemos gritar LOBO! LOBO! Fulano tal foi mau para mim! E automaticamente temos as hostes a dizer "Gentinha pá, sem nada para fazer!" ou então a minha personal favorite "É tudo uma cambada de invejosas.", mas aqui o desafio é lerem três vezes o texto e pensarem bem: "Tenho aqui todos os elementos que me permitem fazer uma avaliação imparcial?", na maioria das vezes não temos, temos um descarregar de agruras e frustrações que são tecidas de forma a mostrarem o lado do pano que mais convém e sim, no mundo fantástico do online, se eu tiver dois dedos de testa eu consigo fazer com que a opinião dos outros vá de encontro ao que eu pretendo. Mas tem sumo? Não, apenas teço e volto a compor um belo ramalhete mito-maníaco onde um grupo de desconhecidos ergue as bandeiras em prol da minha cruzada, mesmo sem saber porque razão as estão a erguer, mas erguem (resta saber se por solidariedade real ou também eles um grupo de pessoas que nos passa a mão pelo pêlo num compromisso que na próxima vez que gritarem LOBO, também nós estaremos lá para eles.

Este tipo de comportamento agradeço como se aceitasse, vejo-o como um belo embrulho que demorou horas a fazer e que depois de aberto me mostra uma embalagem completamente vazia ou então água com sabores, que não é água, não é sumo, é qualquer coisa que posso beber naquele momento mas que não me satisfaz mas é melhor que nada.

Situações há em que todo aquele entrelaçar de estórias sem história poderiam ser desmistificadas num estalar de dedos, mas já que é tudo ad captandum vulgus, esperemos que o povo não se rebele quando vislumbrar o que está sob o véu. Eu já comprei uns saquinhos de pipocas.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nem que nome tehei-de-eu pôr...


Deixei de fazer resoluções de ano novo porque raramente as cumpria e ficava sempre com aquele travo amargo do "Ah e tal, este era o ano em que <qualquer coisa> e ficou para trás." e passei a pelo menos tentar fazer algo diferente.

O ano de 2011 foi aquele em que comecei a tentar vencer a minha fobia de palco, volta e meia digo que sou tímido (seguindo-se de risos de quem estiver a ouvir) mas não deixa de ser verdade.

Impulsionado por dois amigos, juntei-me a um coro muito Glee mas sem a Gwyneth Paltrow a fazer cameos e os orçamentos milionários para números de três minutos, inicialmente era só para os maquilhar em palco mas depois de um apontamento muito subtil ao professor "Ah, mas ele passa o tempo todo a cantar!", ele perguntou-me: "Vamos cantar Zeca Afonso, conheces as músicas?" e eu "Sim, sim.", e aqui confesso que o "sim sim" era mais para um ou dois versos do Grândola e a Dulce Pontes aos berros a cantar "Os Índios da Meia-Praia".

Durante uma semana fiz uma lavagem cerebral e coloquei o Zeca no meu iPod no repeat para aprender as melodias, metade da semana julguei que era para decorar as letras, depois (graças aos deuses) disseram-me que íamos ter pautas e já andava o tempo todo a trautear Zeca no trabalho e a cantá-lo no chuveiro, confesso que nunca pensei que iria cantar Zeca Afonso no chuveiro mas aconteceu.

Este ano e porque o 25 de Abril já está mesmo ao virar da terça, vamos apresentar o Zeca outra vez e desta feita pediram-nos para escrever um texto para ser lido entre músicas, ultimamente tenho andado tão pouco inspirado (nota-se, pois não há brisa que sopre por estas bandas) que decidi passar a tocha a quem queira dizer alguma coisa de jeito.

Certamente que vou ouvir muito "Zeca é Liberdade", mas para mim Zeca simbolizou uma libertação da minha própria opressão que me impediu durante anos de fazer algo que me dava tanto gozo e o texto acaba por ficar aqui convosco.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Diz-me como te comentam...

Eu devo ser incrivelmente naif, sempre olhei para a blogaria (eu tinha chamado blogosfera no outro dia, não foi?) como um exercício de expressão, fosse escrita ou plástica, outros há que fazem dele um exercício de memória para colocar listas, receitas e afins, mas nunca jamais em tempo algum pensei nisto como um ground para engate.

Que alguém se conheça via comentários que mostram pontos de vista semelhantes (ou contraditórios mas provocadores) e que depois se transformam numa amizade, etc etc parecia-me mais do que normal, hoje em dia passamos o tempo agarrados a um mundo virtual cada vez mais limitados (ainda que muitos vezes seja uma auto-limitação) no nosso convívio social e por vezes acabamos por conversar mais com pessoas por trás dos ecrãs do que propriamente ao vivo e a cores, agora isto é uma series of (un)fortunate events que (seguindo a escola filosófica da tia Maria Alice em estar vivo é o contrário de estar morto) ou corre bem ou corre mal.

Assim sendo e com estes casos bem postos de parte, aparecem os engates nos blogs, todos eles uma emoção só, começa pelos nicknames com um extremo bom gosto como comiatemasagoranao, maisvaleporalgoinocuocomoosorrisoporqueassimnaominto, semisturaralgoemingleseportugueseumaemocao e outras coisas que tais que quando as vejo nos comentários de alguém até sinto os pelos da nuca a subir tipo spidey sense mas versão normal e aquilo é um chorrilho de baboseiras que nos dá vontade de chorar. E já agora, antes que alguma mente mais puritana se ponha a dizer "Ah e tal e troca o passo mas tu lês!", a estas grandes almas do pensamento contemporâneo eu relembro, está online... é público, se for realmente do foro privado, mantenham-no privado com algumas inovações tecnológicas como SMSs, emails mas não em comentários de blogues.

E aqui neste universo onde este que vos escreve (podia escrever aqui o menino, mas lá se ia um gatinho) pode perfeitamente ser uma lagartixa que sabe teclar, somos todos amigos. Elas e eles são todos lindas e lindos, amigos e amigas, enaltecem atributos físicos que nunca viram neste mar de sedução que, cá entre nós que ninguém nos lê, tem mais marés que marinheiros.

Se quando o cyber-engate começou podíamos estar a trocar tórridas mensagens com a septagenária do prédio ao lado, num blog eu acho que é ainda pior, olhem para os sabores por exemplo, daqui depreendem que eu gosto de cozinhar, gosto de bolos, gosto de estuque e gosto de ver televisão, não há muito mais para além disto, mas se eu quisesse poderia ser numa semana extremamente analítico e frio, noutra era intrépido e aventureiro, noutro um grande adepto dos desportos radicais e noutro um fanzaço de touradas.

E depois, neste marasmo de comentários são só expressões de ranger os dentes, como por exemplo "migo" (blhec), "linda" (suspeito sempre de quem nos chama lindo ou linda, o reforço parece-me forçado) e a imaginação (fértil, por sinal) que adjectiva uma série de informação binária de origem suspeita ou outras coisas dentro da mesma família que provocam diabetes ou então foram inspiração para a La Nausée de Sartre (a analogia foi tirada de um post da Singularidades de uma Ruiva que não tem muito a ver, mas que achei um mimo) e ficam-se os galhardetes.

E depois vamos aos blogs dos comentadores, post-atrás-de-post-atrás-de-post-atrás-de-post-atrás-de-post de má pornografia, que se bebessemos um shot da bebida mais fraquinha que tivéssemos em casa ficávamos bêbedos num instante, cheio de descrições supostamente tórridas que deveriam titilar a nossa líbidO
 mas que não passam de um gerador de textos que mais parece um exercício da escola primária em que se preenchem os espaços em branco com partes do corpo:

Olhei para ti e estavas ______________ no(a) ____________ toda __________ a _____________ e eu peguei no(a) ____________ e _____________ que tu _____________ avidamente, e depois com um sorriso maroto pegaste no(a) _____________ para ___________ no __________ enquanto eu ______________ de ______________.

Experimentem, dá p'ró menino e p'rá menina e para quem quiser (ia escrever apanhar, mas depois ia roçar na ordinarice) provar que é super arrojado a escrever textos eróticos no conforto do lar e protegido pelo anonimato que convenhamos aqui só protege a identidade de um(a) autor(a) de maus textos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Partilha aka How Much Online is Too Much Online


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Eu adoro o conceito de publicações online, desde 2001 (altura em que entrei no mundo do Livejournal) que o facto de podermos escrever para o mundo me fascina profundamente. Na altura fazia-o praticamente em inglês e os Sabores do Vento nascem como um pedido da minha irmã para escrever na minha língua natal, eu na altura retorqui que (eu) tinha mais piada em inglês mas ela não aceitou e lanço-me nos Sabores que depois de alguma habituação afinal (gaba-te cesto) não são assim tão maus.

O Livejournal era um universo intimista onde desabafávamos as nossas agruras e alegrias num universo restrito de pessoas que tinham um acesso exclusivo aos nossos posts e, embora nem sempre isso resulte, eram poucos aqueles que conseguiam ter acesso a coisas de carácter mais pessoal onde nos sentíamos seguros a desabafar. A explosão de popularidade do FB foi minando o LJ e acabámos por migrar também para a nova rede social que se mantém como a mais comum e popular, o Facebook, por ser uma plataforma com bastantes mais utilizadores, acabei por encontrei e manter-me a par de uma série de pessoas cujo contacto era mais espaçado, mas o Facebok, também por ser uma plataforma mais popular, está cheio de pessoas que são mais conhecimentos de circunstância como colegas de trabalho que podem até ver uma foto ou um vídeo de uma música mas que não não queremos que saibam tudo o que vai cá dentro.

Ao abrir os Sabores, decidi imediatamente que muito iria transparecer da minha vida pessoal, em parte porque não é assim muito fascinante, por outro lado porque não queria que fosse um blog privado e porque também achei que não seria elegante abordar determinadas temáticas, não acho ético colocar questões ligadas a trabalho e também não sou apologista de recadinhos a terceiros, quer sejam amigos ou não porque não acho que as teclas surtam muito resultado em lavar roupa suja, prefiro ao vivo e a cores quando assim a minha disponibilidade permite ou num âmbito mais reservado como o email. Se já tive alturas em que me apeteceu gritar "ó inclemência, ó martírio"? Sim, várias todos nós temos um ou outro momento desses mas espelhá-los nos sabores teria como objectivo único e exclusivo fazer-me parecer despeitado e a choramingar por pela compreensão de anónimos online, gosto que leiam o que eu escrevo (senão tinha um diário e não um blog), gosto que se riam, gosto que salivem com coisas de tachos, mas não quero que tenham pena de mim ou que digam que sou absolutamente extraordinário, para já porque sim, é um facto mas caso não fosse, eu até podia ser um cão que sabe escrever e teclar e não este que vos escreve (ia escrever "aqui o menino", mas lá se iria um gatinho) portanto é irrelevante.

Muita confusão me faz também ler pessoas que nos contam tudo, se estão com prisão de ventre, se estão no duche, se estão a lavar a roupa, se estão a fritar um ovo ou se estão a ter sexo (que parar sexo ou esperar para começar porque se vai pôr um status no Face, é assim algo de estrambólico, é que nessas alturas o meu status online é de facto a minha maior prioridade) e eu ponho-me a pensar "Epá... a sério... eu não precisava de saber que vais evacuar, é que não está sequer no meu top 100 de coisas inúteis que me podem contar." e aqui vamos dizer o quê "Ena, hmm, eu bem te disse que aqueles iogurtes faziam efeito!" ou "E já experimentaste os toalhetes húmidos da Renova?" (Por acaso já e gosto muito) fico sempre com aquele tique de começar freneticamente a fazer scroll down já por causa das tosses.


Claro que me perguntam "Sempre podes bloquear as mensagens!", mas também não é só aquilo e também me interessa o que possam dizer, não preciso é que vá... partilhem tanto. Além disso, nem sempre sabemos quem é que nos está a ver/ler ou porquê.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Toca de Fazer Mudanças


Não que eu ligue muito ao conceito dos pecados mortais mas de facto a preguiça assola-me constantemente (tirando os outros todos mas vá) e até no mundo mágico do online eu sou preguiçoso.

Seguir blogs através de uma conta, escrever no meu através de outra, fazer o pino, cambalhotas, publicá-los em redes sociais, que canseira. Portanto e porque seguindo uma filosofia de que "não há tempo", decidi fazer as malinhas e colocar os sabores aqui.

Para os que já lêem os sabores sabem que plus ça change, plus c'est la même chose, ou seja... mais do mesmo, falo do que me apetece não porque me perceba grande coisa mas porque gosto de falar e de contar, tenho em mim alma de racounter, por isso aos que já voam comigo dentro de instantes irá ser servida uma refeição ligeira, aos que vão embarcar, espero que se divirtam.

Os Sabores do Vento falam de sabores, de tachos, de bolos, biscoitos, bolachas e desventuras de um ovo-lacto-vegetariano por um Portugal onde me perguntam se eu como fiambre mas eu não levo a mal.

Também falamos de televisão (ah, esse eterno vício que destrói toda e qualquer aspiração hipster ou intelectualóide que eu pudesse vir a ter) onde eu vejo não tudo, mas quase (excepto CSI, não quero saber se é bom, não vejo CSI, já vejo que chegue), falo de cosmética porque tenho um cantinho no meu coração dedicado ao betume, portanto não se admirem se volta e meia aparecer um texto com "na minha sacola agora está sempre ", também falo das minhas idas ao supermercado, coisas que se passam nas filas, nos transportes públicos, possidonices que vou ouvindo aqui e ali.

Falo de espiritualidade(s) quando não me apetece comer só as batatas, não de forma demagógica, nem pedagógica, nem astrológica, mas há pérolas como "O Guru do Engate" que têm que ser devidamente contextualizadas, não... aqui não se aprende nada mas também não se ensina nada (agora com sabor a chocolate e manteiga de amendoim).

Não percam também as aventuras de Miga Mágica, a heroína que a Margarida Rebelo Pinto tentou afogar juntamente com uma ninhada de gatinhos (metaforicamente) mas que eu adoptei e levei-a nas asas do vento.

Façam o favor de manter os cintos apertados enquanto o sinal estiver ligado e acima de tudo relaxem, vai começar não tarda nada um filme com a Julia Roberts ou com animaizinhos, há sempre nos aviões um filme com animaizinhos.