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quinta-feira, 2 de junho de 2016
Vinte Horas de Sono Precisam-se
Tenho o dom particular de ficar ainda mais exausto quando regresso de férias porque durmo pouquíssimo, nem quero pensar como seria se não fosse um devoto de São Alprazolam, e ultimamente sinto-me fisicamente de rastos e as sete horas que durmo por noite não estão a chegar. Desde aniversários, jantares sortidos, quizzes e afins se conseguir estar na cama às 23:00 já é uma conquista.
terça-feira, 29 de março de 2016
Back to business
Voltei para casa, a arfar com a mala de trinta quilos atrás e a parar em cada andar, a vizinha do terceiro que certamente pensou que alguém estava a ter um ataque de asma abriu a porta de esguelha e disse-me "as escadas são lixadas" e ficou a olhar para mim, a transpirar com o estuque a derreter e a arrastar a mala, passaram-me várias coisas pela cabeça para dizer à vizinhei optei pelo sempre clássico "É!".
Há coisas que só damos valor com a idade, a canção da Milu ao fim destas décadas de existência faz todo o sentido para mim com as seguintes excepções:
- Não moro no rés do primeiro andar,
- A casa é modesta, eu nem por isso
Fiquei à espera de compras até às 22:30 e continuo completamente taralhoco com a mudança da hora.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Um sinistro...
Pois que a partida súbita do vizinho foi apenas um sinistro multirriscos, está de volta com mais um social media experiment e partiu a chave na fechadura e a ligar às Chaves do Areeiro.
...
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Sanremo 2016 - O Rescaldo
A Patty não venceu com o Cieli Immensi mas ficou em sexto (em vinte) e acho que foi a sua melhor posição até agora.
Agora que já não estou a ver um programa que dura 5 horas por dia, dá para parar de chover? É que não se aguenta.
Agora que já não estou a ver um programa que dura 5 horas por dia, dá para parar de chover? É que não se aguenta.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Sanremo 2016 #2
A Patty Pravo fez uma cover dela própria, toda uma discussão deontológica se um artista pode fazer uma auto-cover num concurso televisivo.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Sanremo 2016
Todos os anos vemos o festival de Sanremo cá em casa, "vemos" é talvez uma expressão forçada porque eu faço só cameos e vou vendo séries enquanto a sessão do Festival vai dando, a minha favorita é a Patty Pravo que regressa a Sanremo e festeja 50 anos de carreira.
Deixo-vos com uma das minhas canções preferidas da Patty, "E dimmi che non vuoi morire."
Deixo-vos com uma das minhas canções preferidas da Patty, "E dimmi che non vuoi morire."
Só uma nota, não acho que ela vá ganhar mas não deixa de ser a minha preferida, e além disso vai, genialmente, fazer um cover de si própria na quinta-feira em que os concorrentes interpretam canções famosas.
Um dos highlights desta primeira noite foi Laura Pausini que fez um medley dos seus maiores sucessos e no final interpretou "La Solitudine" em simultâneo com o vídeo em que a interpretava pela primeira vez.
Também lá esteve o Elton John mas meh, preferi quando ele foi com o RuPaul cantar o "Don't go breaking my heart" em 1994.
Uma nota que pelo menos três artistas levam pulseiras com as cores do orgulho LGBT que ainda parecendo pouco, é bastante num país católico e machista como a Itália.
Quando tiver o inédito que ela vai representar amanhã eu publico.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Um par de sapatos e um ferro de engomar
Depois de dois anos de festarolas, eu a bater à porta e dizer que gostava de Madonna mas que não na versão karaoke nem às duas da manhã, depois do que eu acho que foram experiências sociológicas para uma tese rebuscada a usar o Grindr como principal ferramenta, do "bocadinho" de arroz que basicamente foi um pacote sem o restinho da vergonha, as molas da roupa, o saca-rolhas, as DUAS vassouras e o tumps tumps tumps tumps que me diziam que era sexta-feira à noite, depois de tudo isto o meu vizinho cujo nome eu não sei foi-se embora.
Ontem engonhei antes de ir para aula de japonês porque não queria que me pedisse ajuda a levar caixas, afinal de contas lata nunca faltei e eu nunca disse ser uma boa pessoa.
Lá dizia o grande sábio, adeus ó vai-te embora, adeus, saudades são coisas que não deixas e outras coisas que tais.
Os sapatos e o ferro de engomar foram o augúrio da partida, confesso que já andei a consultar dicionários de simbologia mas não tenho provas de que sejam um símbolo de partida. No entanto quando voltar a ver um par de sapatos e um ferro de engomar já sei que alguém se vai embora.
Não sei se vou ter alguém a habitar a casa do lado em breve mas pior do que alguém insuportável que "conhecemos" (uso o termo aqui com alguma liberdade) é alguém que desconhecemos por completo e está para vir.
Ontem engonhei antes de ir para aula de japonês porque não queria que me pedisse ajuda a levar caixas, afinal de contas lata nunca faltei e eu nunca disse ser uma boa pessoa.
Lá dizia o grande sábio, adeus ó vai-te embora, adeus, saudades são coisas que não deixas e outras coisas que tais.
Os sapatos e o ferro de engomar foram o augúrio da partida, confesso que já andei a consultar dicionários de simbologia mas não tenho provas de que sejam um símbolo de partida. No entanto quando voltar a ver um par de sapatos e um ferro de engomar já sei que alguém se vai embora.
Não sei se vou ter alguém a habitar a casa do lado em breve mas pior do que alguém insuportável que "conhecemos" (uso o termo aqui com alguma liberdade) é alguém que desconhecemos por completo e está para vir.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Vizinhos...
O meu vizinho deixou uns sapatos velhos à porta, no início não percebi porquê mas achei que estando o prédio em obras e as escadas cheias de pó ele não quereria sujar a casa.
Mas desde há dois dias está lá um ferro engomar, talvez seja amigo dos sapatos não sei.
Espero que ele não ache que a senhora limpa as escadas vai deitar aquilo fora.
Mas desde há dois dias está lá um ferro engomar, talvez seja amigo dos sapatos não sei.
Espero que ele não ache que a senhora limpa as escadas vai deitar aquilo fora.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
I'll huff and I'll puff
O meu vizinho tem uma vida social muito activa, gosta de conhecer pessoas novas e por isso pessoal com os copos a falar alto nas escadas, campainhas e coisas similares não são incomuns.
Hoje de manhã, estava eu nos rituais e começo a ouvir baterem com força nas portas, pessoas a falarem alto, walkie-talkies e coisas do género e pensei "Bem, isto é à grande até para o meu vizinho.", na realidade o meu vizinho não tem culpa de coisas absolutamente nenhuma e na realidade era a polícia em busca de alguém (que nunca ouvi falar embora não tenha interesse em conhecer vizinhos) e ameaças que iam arrombar uma porta e afins. Acabou por não acontecer nada.
Pensei se não seria segunda-feira outra vez...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Eolo vai às compras
Trocaram-me as voltas e anteciparam jantares com uma troca de prendas impromptu, lá respirei fundo e depois do trabalho fui dar um giro pelo El Corte Inglés e aproveitei para comprar pandoros que ofereço no trabalho e fiquei surpreso, estava cheio mas não propriamente a puta da loucura, estacionei na boa e de vez em quando olhava para o tecto, porque não tinha céu, e resmungava "tu deves andar a preparar alguma" e lá continua, comprei o que precisava, verdade seja dita comprei o que não precisava (muito) e fui-me embora.
Demorei uma hora a descer a Rua Castilho para ir para casa.
Demorei uma hora a descer a Rua Castilho para ir para casa.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Pitas repórter em acção
Em primeiro lugar estou farto da chuva, especialmente quando passo o fim de semana de um lado para o outro e antes que as vozes do "Ah e tal, mas não odeias o Verão?", não odeio o Verão, odeio o calor e gosto de frio, nunca me viram escrever que gosto muito de chuva.
Há uma semana atrás senti-me uma completa abécula na aula de japonês, não percebia boi e ter a sabona imperial ao meu lado também não ajudava propriamente o meu ego, esta semana no entanto despachei os exercícios a uma velocidade considerável, a professora comentou que eu me lembrava ainda de muita coisa, ironicamente o que eu me lembro vem de séries de anime e não das aulas mas isso agora também não interessa nada.
Não me mascarei, mas também não me mascaro, Samhain para mim é um dia de reflexão de recordar os que partiram sentir o véu ligeiramente mais fino, acabámos a jantar em casa com as amigas do coração e a dissertar sobre as nossas relações parentais que mínimo são disfuncionais.
Domingo foi dia de renovação, a louca (saudável) da minha cabeleireira deu cado de 3/4 do meu cabelo, está curtíssimo como não estava há dez anos e ainda não reconheço quem vejo ao espelho mas tem andado a fazer sucesso.
Quando chegámos a casa, deixei o carro no parque do bairro e aquilo parecia o parque do Continente na véspera de Natal, era tanto o movimento e carros a meterem-se por todo o lado que tive que esperar para abrir a cancela sob o risco de que me caísse em cima do carro.
Depois de entrar e com aquilo tudo entupiu (em dois anos nunca aconteceu) apercebi-me que a carrinha que levava as miúdas do clube de Natação empanou e não estão a ver o aparato, uma das mães (muito na onda de Dance Moms) a fazer de polícia sinaleiro e um enxame de pitas com os smartphones armadas em repórter, não sei se consigo descrever mas imaginem uma dúzia, vestidas de fato de treino, de telefones em punho a filmar a carrinha e a entrevistarem-se umas às outras, na onda do:
- Então Carolina, o que pensou quando a carrinha parou.
Eu respirei fundo, levava o saco das compras às costas e passei pelo enxame que repetiam as mesmas perguntas e filmavam-se e eu a bufar, definitivamente não sei se serei um bom pai caso algum dia tenha a oportunidade.
Esta semana prevêem-se transformações a nível de trabalho, se tudo correr como intuo em muitas coisas vou recomeçar do zero, vou perder uma das pessoas mais espectaculares com quem trabalhei e sinto-me emocionalmente dividido, feliz pela oportunidade merecida que estão a dar, triste porque não estou a ver uma cumplicidade como tínhamos no meu futuro, também não deixa de ser uma oportunidade para aprender.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
É uma casa italo-portuguesa concerteza, é concerteza uma casa italo-portuguesa...
| Não, a foto não é minha, mas ficou assim. |
De forma a tentar saciar a gulodice lá de casa versus a nossa saúde decidi experimentar uma receita de mousse de chocolate sem ovos e com pouco açúcar feita com abacate para lhe dar a textura quasi-unctuosa da cena orgulhoso desta nova aventura culinária.
Nos comentários online todos diziam "Ui, é o meu segredo! Lá em casa ninguém sabe que tem abacate!"
Apanhei uma molha, comprei tudo e depois fechei-me na cozinha a fazer o jantar (nada como levar o portátil e meter a Sailor Moon no máximo para me garantir privacidade) e fiz e tal e tudo e tudo e tudo e o sabor era bom.
Jantámos, e disse "Queres um docinho?" e o sol brilhou lá em casa por uns instantes, fui buscar e provou ... ... ... ...
- O que é que isto tem?
- Não gostas?
- Não é isso, o que é que isto tem? Tem um sabor diferente.
- Não tem ovos.
- Sim, mas o que é que tem.
- Tem abacate.
A meio da dose diz-me "Toma e come o resto, porque é muito."
Nota de autor, a dose é igual à da mousse normal que nunca me dá a meio.
Se os comentários online se fossem todos encher de moscas.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Chez Eolo #002
"Ah e tal, um mandolin dá tanto jeito, corto a beringela mais rápido para a parmigiana."
Pumba, dedo e unha meio cortados.
Pumba, dedo e unha meio cortados.
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