| Não, a foto não é minha, mas ficou assim. |
terça-feira, 27 de outubro de 2015
É uma casa italo-portuguesa concerteza, é concerteza uma casa italo-portuguesa...
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Livros de tachos!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
World Nutella Day
Em 2013 criei um bolo megalómano de banana, mascarpone e ganache de Nutella para comemorar uma data linda (22, que curiosamente é o aniversário de várias pessoas que me são queridas) e foi a minha única experiência culinária com Nutella (porque barrá-la em panquecas ou tortilhas de trigo não conta) mas anseio muito pegar neste ingrediente sempre presente na minha dispensa (ou o canto do balcão da cozinhas porque não tenha dispensa mas isso agora não interessa nada) e criar qualquer coisa de comer e chorar por mais...
Agora... onde é que vou comprar pepitas de chocolate?
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Simplicidade num frasco
A semana passada foi avassaladora, o trabalho consumiu-me da pior maneira, não me apetecia fazer nada, li-vos porque o faço diariamente, lá fui vendo as minhas séries mas senti-me tremendamente mal.
É chegando ao fundo do poço quenos vemos confrontados com os nossos maiores temores, posso dizer que sobrevivi e ultrapassei as minhas dúvidas e ergui-me.
No domingo tinha um trabalho de maquilhagem, uma mulher desconhecida que obteve referências minhas através se uma amiga e depois de uma troca de palavras fiquei a saber que ela nunca se maquilhou para além de mascara de pestanas e baton e que iria estar num evento no qual não se sentiria confortável de cara lavada.
Pouco ou nada sabia dela para além destes pormenores, que era pálida, de olhos azuis e o cabelo outrora louro.
Cheguei pelas seis e descobri que o evento era a Gala dos Globos de Ouro, a minha cliente é uma mulher lindíssima e elegante mas como muitas mulheres que se sentam numa cadeira de maquilhador não se conseguia ver através dos nossos olhos, os olhos cheios de expressão, uma estrutura facial maravilhosa e uma pele invejável, não vos consigo transmitir a intimidade naquele momento, partilham-se algumas confidências e ocorre uma transformação, nada bate aquele instante em que a mulher se olha ao espelho e é como se conhecesse uma nova faceta, ela disse-me que estava feliz e eu prossegui o meu rumo.
Ao folhear uma revista cor de rosa, vi-a sorridente e confiante e senti-me feliz, fiz parte daquele momento, trouxe a revista para casa, provavelmente a primeira vez que comprei uma publicação do género para guardar aquele momento comigo, estes são os momentos que marcam o momento em que me quis tornar maquilhador.
Em casa, abri um frasco de molho indiano Pataks e fi-lo com soja porque por muito que eu goste de cozinhar por vezes basta o simples acto de abrir um frasco e relaxar com um pouco de confort food para colocar tudo em perspectiva.
sábado, 10 de maio de 2014
Batatada na Batataria
Na quinta-feira fomos comer ao Pomme de Terre, um restaurante na Praça das Flores, já estávamos curiosos porque há anos que dizíamos que o sítio tinha imenso potencial mas ninguém pegava naquilo. Já tinha lido uma review no blog de uma amiga e se calhar o erro foi criar expectativas.
Comecemos pelo positivo, o sítio é muito giro, bem decorado e confortável, pessoal é acessível e simpático.
Quando olhámos para o menu eu fiquei logo desapontado, por alguma razão achava que uma Batataria teria muito mais opções vegetarianas e na realidade tinha duas, uma que eram batata no forno com azeite e alho e a Arigatou (no menu tinha acento circunflexo mas eu não romanizo com acentos, sorry) que era batata com seitan, molho teriyaki e cogumelos e foi esta que eu comi. Todos os pratos podiam ser servidos com batata clássica ou batata doce, eu fiquei pela clássica porque tenho uma relação de amor ódio com batata doce.
Só tinham duas entradas, batata doce frita e chapéu de corno, batata com queijo catupiry. Mas o empregado foi logo avisando que a batata doce frita não havia, estranho porque a opção de batata doce nos outros pratos estava disponível.
Bebi um mojito que estava bem agradável e depois chegaram as batatas que na realidade eram uma batata grande no forno com molho num prato de entrada. Só posso falar pelo meu que começou logo mal porque em vez de seitan tinha tofu que não é exactamente a mesma coisa e não me agrada particularmente, quando a cabra (não secreta) que há em mim ia dar sinais de vida fizeram-me de sinal para relevar e eu respirei o fundo e comi o tofu.
Estava tudo tão encharcado com molho teriyaki que, obviamente, estava salgado e sal até nem é coisa que me chateie note-se mas não sabia a mais nada do que uma batata meia farinhenta com uns cogumelos pelo meio, cubos muito discretos de tofu que mais pareciam cebolinho a decorar e quilos de molho teriyaki, não fiquei fã.
As sobremesas também eram só três, CheesePommeCake, Waffles de Batata Doce à Americana (adoro porque Waffles são franco-belgas mas vá) e Pedro e Inês que consistia em queijo da ilha e doce de batata doce (parece um trava línguas) mas que embora tivesse queijo da ilha foi servido com catupiry (assimcumássim é tudo queijo) e disseram que Waffles sim sim era boas mas não havia.
O empregado ainda que simpático ou estava num dia mau, ou estava lá há pouco tempo ou não era o lápis mais afiado do estojo, anotou os nossos pedidos e cinco minutos depois voltou atrás para voltar a anotar e trocou as bebidas todas do pessoal da imperial e do panaché, ainda que não se lembrasse de quem era quem, o mais prudente seria trazer primeiro umas perguntar quem tinha pedido e depois era só continuar, os meus amigos é que ao provar depois trocavam.
Eu pedi o CheesePommeCake que era uma reinterpretação de cheesecake que tinha bolacha, doce de batata doce, cheesecake e doce de frutos vermelhos (muuuuuito doce de frutos vermelhos) e que claro está por muito complexo que quisesse ser sabia a frutos vermelhos com texturas diferentes, era tão intenso que mascarou completamente os outros sabores todo e se calhar tinha muito a ganhar se repensassem os quilos de doce em cima. Acabei por provar mesmo o doce de batata doce porque provei o Pedro e Inês de uma amiga minha que perdeu pela substituição do queijo da ilha que teria feito um contraste de sabores muito mais interessante.
O preço é médio ainda que eu ache puxadote para o tamanho das porções, ficou a pouco menos de 17€ por pessoa sem entradas e basicamente parece uma versão rebuscada das batatas que se comem em Covent Gardénia (que eu adoro) e acho que tanto o chef como o sítio tinham a ganhar se reestruturassem um menu pobre e repensassem algumas das combinações de sabores e por favor menos molho teriyaki.
domingo, 27 de abril de 2014
Sábado a semi-bezerrar
Passei o sábado a fazer muito pouco, levantei-me cedo para colocar as bolachas no forno e chegar à brilhante conclusão que não posso fazer isto em casa sob o risco de ficar todo coberto de pelo azul.
Continuo a ver Shameless e vou a meio da segunda série.
Hoje tenho malas para fazer e sacos de tralha para ver o que fica e o que vai para a reciclagem.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Shamelessly
Vejo mais de uma dúzia de séries on rotation e nem sempre consigo ver tudo, há fenómenos que não me seduzem, e sim Breaking Bad estou a falar de ti.
Estou a papar Shameless US a uma velocidade espantosa e hoje apetece-me fazer algo trashy e por isso optei por bolachas de manteiga de amendoim com nacos de chocolate de leite, e contra o come hoje para não deixares para amanhã, as minhas bolachas são feitas de um dia para o outro já que a massa tem que ficar uma noite no frigorífico. Se conseguir fotos decentes depois eu publico.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Memoirs of a Kitchen Witch
Eu queria inspiração e fazer algo de extraordinário mas saíram-me quatrocentas páginas de receitas com um grau de dificuldade altíssimo e com ingredientes como ouriços do mar e azeite de tangerina, tudo daquelas coisas que vou ali ao Pingo Doce e compro.
Que desilusão, um livro mau entristece, mas um livro de cozinha mau é devastador.
sábado, 19 de abril de 2014
Cooking away the blues
As alergias estão muito melhores e como sempre nestas semanas de feriados, o meu relógio interno fica avariado. Acho que hoje é domingo e sou assolado por uma melancolia.
O plano inicial era fazer lasanha de espinafres e ricotta e pudim de caramelo merengado com banana e bolacha. Neste momento é Red Velvet que está no forno e amanhã deve ser massa no forno com soja porque a melancolia faz-me impaciente e insatisfeito e um ou outro in que se adeque.
Como não sou cristão nem católico, a páscoa não tem qualquer significado para mim, é mais um motivo para ter as pessoas que gosto por perto e cozinhar qualquer coisa para partilhar.
Já vos disse que estou a precisar de férias?

