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domingo, 17 de janeiro de 2016

Auto-desajuda

Hoje estava a ler um artigo sobre alguém revoltado com as pessoas que constantemente a relembram nas redes sociais que ela é um fracasso, não ela per se mas todos os que não aderem a todas as modas de auto-ajuda ou life-hacks tipo Paleo e afins.

Eu tento meditar regularmente, tenho fazes em que sou mais bem sucedido que outras, até porque é um reflexo daquilo que me rodeia e nem sempre estou rodeado daquilo que quero. Estou farto do monge que vendeu o Ferrari, estou farto das boas pessoas que só têm bons pensamentos e se afastam de "má energia", se fossem todos para a profissional da copulação que os concebeu era um favor que nos faziam.

Tenho maus dias, tenho péssimos dias, dias em que não tenho necessariamente pensamentos felizes e não me apetece perdoar um imbecil aleatório porque sou uma pessoa, até porque parto do princípio que sou uma pessoa como as outras que tem imensos defeitos como as outras e tenho momentos em faço maus julgamentos e tomo decisões boas.

Façam clisteres com a merda dos smoothies até porque perde-se imenso valor nutricional, não gosto de bagas goji porque me sabem a perda e lamento mas vou continuar com os meus adorados lacticínios.

Neste momento tenho uma alimentação diferente porque estava a comer horrivelmente mas não é isso que faz de mim um polícia da alimentação dos outros, a eles diz respeito, eles são livres e quem me dera que o meu metabolismo fosse rápido o suficiente para comer aquilo que me desse na real gana.

Aproveitando e já que estou a pedir também meter as frases dos pacotes de açúcar no cu, as citações (por vezes atribuídas a autores errados ou que nunca existiram) também só me fazem pensar que eu claramente devo estar a fazer alguma coisa mal porque não me sinto iluminado por aquilo que faz alguém querer ser Yoda em part-time, opá o gajo não sabe conjugar e qualquer dia pareceria aquelas pessoas que escrevem fizes-tes.

E amanhã é segunda-feira... *suspiro*

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A Rainha da Cocada Preta

Já tinha escrito por aqui algures que ando com os níveis de tolerância e paciência muito abaixo da média (que por si já não é alta) mas é nestas altura (ironia quiçá) que vêm todos testar a minha paciência.

Entra em cena a "Rainha da Cocada Preta", tenho aqui no bules várias, todas elas se acham e pavoneiam com aquelas que "não levam desaforo para casa", "são muito sinceras e muito honestas" (expressão essa que eu odeio) e/ou "guerreiras" (também abomino".

Em alturas ditas normais, ignoro-as e tolero mediante o exigido num contexto de trabalho, longe vão os tempos em que não tinha filtros e lixava-me à medida em que dizia tudo como os malucos, agora que cresci um bocadinho respiro fundo e vou desarmando as argumentações que por norma são fraquinhas e só me fazem perder tempo, mas isto em alturas ditas normais.

Não estamos nessas alturas, não estou para as aturar, já discuti demasiado esta semana para o meu gosto com a sensação de que não vai parar por enquanto.

Querem para a troca?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Eolo goes back to school (Lesson 1)

Sábado foi o dia de começar as aulas, ia bastante preocupado pois fiquei aquém das páginas por estudar e a sentir que ia fazer figura de urso, aquele que salta o nível e depois não diz pão.

A professora é extremamente descontraída, é de longe a mais informal que já alguma vez tive e senti-me bem vindo e ainda respirei fundo quando me apresentei a uma turma que não me conhecia de lado nenhum.

A turma é jovem, jovem o suficiente para eu perceber que não sou jovem e que o meu nível de tolerância está bastante baixo, não acho piada a falarem uns com os outros no meio de um exercício e fiquei um bocado surpreendido com a forma como liam, perros e sem articulação nenhuma, os meus níveis de confiança lá conseguiram subir um bocadinho.

No final a professora diz-me "É demasiado fácil, não é?" e, pelo menos até aula em questão sabia o vocabulário e os termos, propôs-me ir no nível seguinte para ter uma noção do "salto" em termos de gramática porque não quer que eu desmotive. Achei-a querida, verdade que é o ganha-pão dela e convém que os alunos estejam motivados mas tendo em conta que nunca me deu aulas podia perfeitamente exigir que eu iniciasse no primeiro nível. Senti-me desconfortável com os kanji mas respondeu-me pragmaticamente que isso é tudo trabalho de casa e que não faz praticar kanji na aula por achar uma perda de tempo.

Resultado, para a semana vou a uma aula do nível seguinte, semi-nervoso porque não quero estar um nível acima e ser um aluno medíocre, o  que significa que convém ler o livro TODO para ver o que acontece para a semana que vem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Eolo goes back to school (for sure, for sure)

Depois de alguma pesquisa encontrei uma professora para me dar aulas de japonês, escrevi-lhe e disse-lhe que tinha tido aulas e a duração, estava inclusive disposto a começar do zero mas a professora com algum receio que eu desmotivasse colocou-me noutro nível e disse-me educadamente que tinha 300 páginas para rever do manual que íamos utilizar, ainda vou na página 98... mas as aulas só começam dia 3 de Outubro.