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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Um par de sapatos e um ferro de engomar

Depois de dois anos de festarolas, eu a bater à porta e dizer que gostava de Madonna mas que não na versão karaoke nem às duas da manhã, depois do que eu acho que foram experiências sociológicas para uma tese rebuscada a usar o Grindr como principal ferramenta, do "bocadinho" de arroz que basicamente foi um pacote sem o restinho da vergonha, as molas da roupa, o saca-rolhas, as DUAS vassouras e o tumps tumps tumps tumps que me diziam que era sexta-feira à noite, depois de tudo isto o meu vizinho cujo nome eu não sei foi-se embora.

Ontem engonhei antes de ir para aula de japonês porque não queria que me pedisse ajuda a levar caixas, afinal de contas lata nunca faltei e eu nunca disse ser uma boa pessoa.

Lá dizia o grande sábio, adeus ó vai-te embora, adeus, saudades são coisas que não deixas e outras coisas que tais.

Os sapatos e o ferro de engomar foram o augúrio da partida, confesso que já andei a consultar dicionários de simbologia mas não tenho provas de que sejam um símbolo de partida. No entanto quando voltar a ver um par de sapatos e um ferro de engomar já sei que alguém se vai embora.

Não sei se vou ter alguém a habitar a casa do lado em breve mas pior do que alguém insuportável que "conhecemos" (uso o termo aqui com alguma liberdade) é alguém que desconhecemos por completo e está para vir.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A derrota sabe a chocolate

Ontem foi dia de quizz e ficámos em sexto (e último) lugar e o meu orgulho esteve para não publicar este triste facto, mas enfim ganhámos um chocolatinho (que eu não comi) e aprendi que a derrota sabe a Milka com Oreos, ironicamente foi a nossa melhor prestação mas aparentemente para as outras também.

A derrota também sabe a "Total Eclipse of the Heart" que tocava no rádio do taxista louco que nos levou para casa enquanto eu me entretia a fazer playback.

Como disse lá em casa "Mai più".

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Pitas repórter em acção

Em primeiro lugar estou farto da chuva, especialmente quando passo o fim de semana de um lado para o outro e antes que as vozes do "Ah e tal, mas não odeias o Verão?", não odeio o Verão, odeio o calor e gosto de frio, nunca me viram escrever que gosto muito de chuva.

Há uma semana atrás senti-me uma completa abécula na aula de japonês, não percebia boi e ter a sabona imperial ao meu lado também não ajudava propriamente o meu ego, esta semana no entanto despachei os exercícios a uma velocidade considerável, a professora comentou que eu me lembrava ainda de muita coisa, ironicamente o que eu me lembro vem de séries de anime e não das aulas mas isso agora também não interessa nada.

Não me mascarei, mas também não me mascaro, Samhain para mim é um dia de reflexão de recordar os que partiram sentir o véu ligeiramente mais fino, acabámos a jantar em casa com as amigas do coração e a dissertar sobre as nossas relações parentais que mínimo são disfuncionais.

Domingo foi dia de renovação, a louca (saudável) da minha cabeleireira deu cado de 3/4 do meu cabelo, está curtíssimo como não estava há dez anos e ainda não reconheço quem vejo ao espelho mas tem andado a fazer sucesso.

Quando chegámos a casa, deixei o carro no parque do bairro e aquilo parecia o parque do Continente na véspera de Natal, era tanto o movimento e carros a meterem-se por todo o lado que tive que esperar para abrir a cancela sob o risco de que me caísse em cima do carro.

Depois de entrar e com aquilo tudo entupiu (em dois anos nunca aconteceu) apercebi-me que a carrinha que levava as miúdas do clube de Natação empanou e não estão a ver o aparato, uma das mães (muito na onda de Dance Moms) a fazer de polícia sinaleiro e um enxame de pitas com os smartphones armadas em repórter, não sei se consigo descrever mas imaginem uma dúzia, vestidas de fato de treino, de telefones em punho a filmar a carrinha e a entrevistarem-se umas às outras, na onda do:

- Então Carolina, o que pensou quando a carrinha parou.

Eu respirei fundo, levava o saco das compras às costas e passei pelo enxame que repetiam as mesmas perguntas e filmavam-se e eu a bufar, definitivamente não sei se serei um bom pai caso algum dia tenha a oportunidade.

Esta semana prevêem-se transformações a nível de trabalho, se tudo correr como intuo em muitas coisas vou recomeçar do zero, vou perder uma das pessoas mais espectaculares com quem trabalhei e sinto-me emocionalmente dividido, feliz pela oportunidade merecida que estão a dar, triste porque não estou a ver uma cumplicidade como tínhamos no meu futuro, também não deixa de ser uma oportunidade para aprender.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

As senhoras não têm barba

Ontem por força das circunstâncias fui comprar makeup ao counter do costume, o que não foi "do costume" foi o vendedor genérico (não da marca) que me atendeu, um homem meio geeky primeiro pergunta-me "quer experimentar uma fragrância", ao que eu respondi "Não, queria saber se tinham a nova base em pó.", ele estranhou e mostrou-me o produto sendo que faltava lá o tom mais claro e eu perguntei se não iam ter, ao que ele respondeu "Ah, isso é só para o mercado asiático." e eu sorri e respondi "Estranho, têm no Selfridges e no Harrods em Inglaterra." e ainda mais estranho porque a loja tinha anúncios físicos e verbais em mandarim o que significa que a marca está automaticamente a perder uma clientela que a loja quer, cenas.

Ah e tal cenas, lá me perguntou "Só usa pó e corrector, não é.", eu encolhi os ombros e disse que sim porque não me apetecia que me propusesse n coisas que não me fazem falta, depois olhou para mim e disse "Mas quer experimentar?", ao que eu disse que sim, a rapariga que estava ao pé dele disse para eu me sentar e ele lá foi buscar o pincel. Antes de começar perguntou-me se eu estava maquilhado ou não eu respondi que sim e ele foi buscar algodão para limpar a zona que ia experimentar e com tanta zona no meu focinho decidiu tirar da zona da barba que não era feita há dois dias e ficaram bocados de algodão agarrados aos pelos e ficou muito nervoso outra vez e disse "Sabe, as senhoras não têm barba, vou buscar-lhe um toalhete.", aqui já suspirei porque a minha barba era mais do que evidente e bastava juntar dois mais dois se pensasse que algodão mal embebido ia lá ficar e podia ter logo usado o toalhete, mas também percebo a cena do ritual de usar o maior número de produtos da marca possível, depois vendo ali uma excelente oportunidade de fazer outra venda diz-me "Usa corrector, ou escolheu mal.", ao que eu sorri e disse "Tenho alergia sazonal e passei o dia a chorar o corrector já se foi." e ele começou a aplicar, meio a tremer e tal não percebi se era novo (nunca o tinha visto), se por alguma razão maquilhar um homem lhe fazia confusão (sei lá, CENAS) e no fim começou "Sim porque nós homens só queremos disfarçar olheiras e tirar brilho, não é.", eu não disse nada porque para mim maquilhagem não tem género e em teoria se eu quisesse andar de batom vermelho na rua andava.

Fui-me embora com o pincel dele em mente (o da marca ordinaronas, o da marca) e em vez de o comprei cheguei à conclusão que poderá ser trocado por pontos que já acumulei mas lá está, sendo uma compra não urgente deixei para pensar no assunto mais tarde.

Saí de lá com uma sensação estranha, como se não pertencesse ali, como se o facto de maquilhar um homem de fato e gravata fosse estranho, dei 50% de desconto a pensar que ele é novo ou não conhece a marca, mas não foi propriamente uma experiência agradável e acabou por ser extremamente awkward.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Eolo goes back to school (Lesson 1)

Sábado foi o dia de começar as aulas, ia bastante preocupado pois fiquei aquém das páginas por estudar e a sentir que ia fazer figura de urso, aquele que salta o nível e depois não diz pão.

A professora é extremamente descontraída, é de longe a mais informal que já alguma vez tive e senti-me bem vindo e ainda respirei fundo quando me apresentei a uma turma que não me conhecia de lado nenhum.

A turma é jovem, jovem o suficiente para eu perceber que não sou jovem e que o meu nível de tolerância está bastante baixo, não acho piada a falarem uns com os outros no meio de um exercício e fiquei um bocado surpreendido com a forma como liam, perros e sem articulação nenhuma, os meus níveis de confiança lá conseguiram subir um bocadinho.

No final a professora diz-me "É demasiado fácil, não é?" e, pelo menos até aula em questão sabia o vocabulário e os termos, propôs-me ir no nível seguinte para ter uma noção do "salto" em termos de gramática porque não quer que eu desmotive. Achei-a querida, verdade que é o ganha-pão dela e convém que os alunos estejam motivados mas tendo em conta que nunca me deu aulas podia perfeitamente exigir que eu iniciasse no primeiro nível. Senti-me desconfortável com os kanji mas respondeu-me pragmaticamente que isso é tudo trabalho de casa e que não faz praticar kanji na aula por achar uma perda de tempo.

Resultado, para a semana vou a uma aula do nível seguinte, semi-nervoso porque não quero estar um nível acima e ser um aluno medíocre, o  que significa que convém ler o livro TODO para ver o que acontece para a semana que vem.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Das InterMetes

Estava a ouvir as memórias da Felicia Day (que vou no início e já recomendo profundamente) e comecei a pensar nas amizades da minha adolescência e idade adulta (não tenho amigos de infância) e que muitas das nossas interacções são feitas neste palco que é virtual.

Não sei o que é me entristece mais, se é ver racismo e xenofobia espalhados por uma série de murais ou se é vê-los escritos por amigos meus que caem no discurso fácil do "ah e tal e os nossos ninguém ajuda", ó amores perdoem-me mas eu nunca vos vi a ajudar ninguém. Quando? Onde? Naaah, nunca ajudaram, não se preocuparam com os sem abrigos, com as pessoas vítimas de abuso, com os idosos e viviam contentes na vossa alegre bolha de cenas (também vivo na minha) e já agora meus amores a semana passada era o cadáver do não sei quantos mas agora ah e tal refugiados no meu país é que não... pois... cenas.

Também gosto da cena da infiltração da ISIS, é fofinha, porque aliás a ISIS como nem sequer tem simpatizantes na Europa /sarcasmo vai metê-los em condições extremamente perigosas e há uma série deles a tirar pauzinhos e perceber quem é que vai no bote que pode afundar e morrer, tudo isto para se infiltrarem na Europa na qual não estão infiltrados. Recuso-me a viver pelo mote do medo, já ouvi as mesmas coisas ditas por tantas pessoas sobre outras etnias, sobre a comunidade LGBT, as mulheres e o discurso é sempre o mesmo e é super convincente, a sério que é. Se morrermos todos pela suposta subjugação islâmica eu dou a mão à palmatória e pronto têm razão com direito a fazer nhã nhã nhã e tudo. Mas resumindo: o plano brilhante da ISIS é meter alguns infiltrados no meio de refugiados lançá-los à sorte e se algum sobreviver bora bora destruir a civilização ocidental, tenham paciência.

Ah, o discurso das burkas e da religião vamos esclarecer uma coisa muito bem clara, eu não sou católico, nem não praticamente nem apostólico romano porque não me identifico tem lá uns valores fofinhos pois tem que devemos ser boas pessoas e dar a outra face e o quaralho mas vá cenas eles renegam-me e repugnam-me, eles são a base do KKK, sim porque isto é aquele pensamento de que se todos os muçulmanos são jihadistas todos os judaico-cristãos são KKK... o quê? Não posso fazer este discurso? Então mas vocês... está bem, está bem, não faz sentido nenhum então mas e o vosso? Resumindo outra vez, não sou cristão e não sou ateu e defendo a liberdade de fé de todos porque não quero que alguém olhe para a minha e diga "Epá não gosto daquela, aquela é inconveniente, aquela fala do sagrado feminino e tal... não, não interessa."

Ah, chamem-me bué naif mas eu custa-me a acreditar que alguém sacrifique 3, 5, 15 mil euros (as quantias que já ouvi até agora) para ir viver de um subsídio de 300€ e assim ainda consegues roubar dinheiro a um judaico-cristão português, gurrrrl seriously? Já tive visões infernais de campos de concentração, de coisas horrendas que lhes podem fazer porque honestamente se é para ter medo de alguém então se calhar da Europa que destruiu civilizações, genocídios, colonizou, invadiu, matou, perseguiu, violou e tudo em nome da religião, quantos é que morreram mesmo em nome da Santa Sé? Mas espera, isso foi há muito tempo e agora essas coisa não acontecem e afinal não foram assim tantos que morreram torturados, afogados, enforcados e queimados porque havia menos densidade populacional.

Com isto não quer dizer que eu sou uma pessoa perfeita, considero que num ideal feminista de igualdade a partir do momento que eu vejo o outro abaixo de mim a igualdade não existe.

Refugiados que morrem em êxodo é algo que acontece há décadas, são aos milhares atrevo-me a dizer que morrem no mediterrâneo que são acolhidos nas costas da Sicília mas ninguém se importou, estavam longe das redes sociais e do feice e do instagram. Ma fatemi il piacere.

domingo, 6 de setembro de 2015

Mercantina made in Chiado

Este fim de semana celebrou-se o aniversário, acabámos por experimentar o novo Mercantina no Chiado, note-se que frequento bastante a casa mãe em Alvalade porque (para mim) não há melhor pizza em Lisboa.

Eu não sei bem por onde é que hei-de começar, irrita-me falar com empregados de restaurante em português e responderem-me em inglês, detesto que não me ouçam quando eu digo que já conhecem e me perguntam se quero provar a melhor pizza de Lisboa... isto à porta, quando entrámos foi a mesma marmelada começaram a falar connosco em inglês e respondemos em português e voltaram a falar em inglês.

O serviço péssimo, uma amiga minha levou com um guardanapo sujo na cabeça e nem um "Desculpe lá qualquer coisinha.", um conhecido pediu risotto de farinheira e recebeu uma porção tão absolutamente ridícula que tivemos que falar e perguntar se era uma entrada, não era, aliás o maitre ou qualquer coisa que ele se queira chamar veio dar-nos uma explicação deliciosa "Temos que manter uma média de preço que não podemos subir e por isso quando usamos ingredientes bons as porções são mais reduzidas como por exemplo os raviolis de tartufo;" ao que eu disse "L., pensa assim comes pouco mas comes algo decente nós como temos porções maiores claramente estamos a comer uma merda qualquer.", nem um minuto depois voltou para nos perguntou se nos tinham informado que havia uma marcação para as 21:30, respondemos que não e lá ficámos.

A pizza para mim é inferior, o serviço péssimo, estavam com o fogo no cu e nem sequer perguntaram se queríamos entradas sempre a encher chouriços e uma antipatia que é fruto claramente de uma Lisboa turística que não é a minha Lisboa, deixo aqui a nota que gosto muito que Portugal tenha muito turismo mesmo que isso signifique ter o meu bairro cheio de turista de um lado para o outro.

Se quiserem provar a pizza da Mercantina andem mais um bocado e vão até Alvalade onde o serviço é melhor e a pizza também.

Depois fomos ao miradouro de S. Pedro de Alcântara e como já deviam saber que estávamos cansados que falassem em inglês connosco falaram em espanhol *suspiro profundo* e hoje para colocar a cerejinha no topo do bolo o senhor que veio entregar as compras foi um ex-colaborador meu que continuam alucinadíssimo e chegou com 45 minutos de atraso. Bem Mercúrio, se és tu que já vens a dar o ar da tua graça vou pedir que mandem um míssil nuclear para te tirar de órbita de uma vez por todas.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Eolo vs. DHL

Ora estou sossegado quando recebo um telefonema,

Ela - Estou a falar com o Sr. Eolo.
Eu - Sim.
Ela - Estou a ligar-lhe da DHL por causa da sua encomenda que vem dos Estados Unidos.
Eu - Mas eu não encomendei nada dos Estados Unidos
Ela - Como não?
Eu - Não.
Ela - Tem a certeza?
Eu - Sim. Não virá do Japão?
Ela - Deixe cá ver (...) ah exacto, Japão.
Eu - Diga?
Ela - É para lhe dizer que está em processo de desalfandegamento, mas não se preocupe porque o remetente já pagou.
Eu - Paguei eu quer a senhora dizer.
Ela - (...) Pois, exacto, mas já está pago.
Eu - Mas o que é que queria mesmo?
Ela - Vamos tentar entregar a sua encomenda esta semana.
Eu - Está bem...

Moral da história, não percebi porque é que ela me ligou, mas se vem a caminho tudo bem.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Eolo goes back to school (maybe)...

Nos últimos meses sinto-me estagnado com vontade de aprender coisas novas, da última vez que isto aconteceu estudei um ano maquilhagem e caracterização.

Este ano estou com vontade de fazer o mesmo, enviei um e-mail a uma professora por isso vamos ver se volto a estudar, a acontecer vou perder as manhãs de sábado mas por uma causa que penso ser nobre.

Vamos ver no que dá.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Manny "Mãozinhas"

Este fim de semana foi para brunch, passar tempo com amigos que agora vejo menos porque o programa de rádio está de férias e geralmente tudo sabe melhor com um croissant.

O J. foi um querido, passou pela Junkudo em Paris e trouxe-me um volume da Perfect Edition de Sailor Moon que eu ainda não tenho (já só me faltam 3) e fui apanhado de surpresa.

Enquanto falávamos de tudo e mais alguma coisa, o empregado quando vinha à nossa mesa apoiava a mão nas minhas costas, sem fazer força. Sou bastante táctil com os meus amigos mas não gosto que terceiros me toquem assim do nada, não tem a ver com ser puritano mas sim com uma invasão do meu próprio espaço.

Da primeira vez desvalorizei, da segunda estranhei e da terceira os meus amigos já gozavam comigo e com hipotéticos poderes de sedução.

Depois trouxe-nos três vezes mal a conta e os meus amigos continuavam a gozar a dizer que era para nos manter lá mais dentro. E antes de sairmos toma lá a mãozinha no ombro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Cindafuckenrella...



Ontem cheguei a casa e armei-me em fada do lar, ou qualquer coisa remotamente parecida com isso, e fiz o que me faltava:


  1. Arrumar a roupa
  2. Por a máquina a lavar
  3. Arrumar a louça
  4. Estender a roupa
  5. Colocar a roupa que me esqueci na máquina
  6. Meter várias coisas que estavam espalhadas no lugar (DVDs, compactos, espelhos, fios, meias)
Depois, para o merecido descanso do guerreiro, coloquei-me no sofá a ler Tsubasa Reservoir Chronicles porque cheguei à conclusão que não me lembrava de nada e dei com o pé na garrafa de água que estava mal fechada e entornei água no tapete. Encolhi os braços e voltei para a leitura até às onze da noite e nem dei pelo tempo a passar, enroscado no sofá à luz de uma vela de baunilha.

Fui para a cama, meditei e depois comecei a ouvir um livro novo mas apaguei.

Hoje foram os últimos retoques, cafeteira e chávena no lava louça, casa de banho minimamente arrumada, cama com um ar menos guerra civil e a roupa dobrada na cadeira. Saí de casa com a sensação de dever cumprido e com a alegria de que quando voltar deixa de ser a minha casa e volta a ser a nossa casa, para quem tinha medo de a destruir com água ou uma explosão de gás até que não me safei nada mal.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Weekend Hurricane

Este fim de semana foi sempre a correr, no sábado foi sempre a saltitar e no domingo estive na Beauty Village na FIL a maquilhar como voluntário. Correu bem, sinto-me perro em algumas coisas e confesso que não sou fã de trabalhar com material que não o meu, são vícios mas já estou habituado. Resultado, sete horas em pé, o Eolo feito num oito e para que conste ainda me doem as pernas.

Ontem cheguei a casa e senti como se me tivessem passado com um camião por cima, fui ver e não era o ovário, era mesmo febre. Hoje estou aqui cheio de comprimidos a tentar com que terça-feira passe rapidamente,

terça-feira, 21 de abril de 2015

Reunidos após seis anos

Em Julho de 2009 estava em Paris para a Japan Expo onde as CLAMP estiveram (se não me engano pela primeira vez na Europa.

Éramos quatro, a Fay (de Paris), o Chibiyuuto (de São Paulo), o C. (de Nova Iorque) e eu. Foram quatro dias de anime às pázadas. No meio da viagem o C. presenteou-nos com três mascotes icónicas das CLAMP como uma lembrança do nosso encontro em Paris, eu recebi o Kero-chan (de Card Captor Sakura), o Chibiyuuto recebeu a Mokona (versão Soel) e a Fay recebeu a Mokona (versão Larg), eram pequenos peluches que marcaram um encontro.

Ontem, a Mokona do Chibiyuuto reuniu-se com o meu Kero-chan depois de quase seis anos.


O Chibiyuuto ainda volta a Lisboa daqui a duas semanas, ms tenho pena que a Fay não possa vir.

Entretanto, se quiserem ver os lugares do mundo que a Mokona já visitou podem ver o tumblr aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O pior guia de Lisboa sou eu

Sábado passei o dia a mostrar partes de Lisboa ao meu amigo que está de visita, como na terça parte para Paris fizémos Lisboa Light em 8 horas, portanto Belém, Jerónimos, a Sé, Alfama, Príncipe Real, os Miradouros, São Bento e mais uma série de coisas que não me lembro. Resta-me a memória corporal porque estou que não me aguento e o meu braço começou a reclamar (aaah PDI) e quero ver se isto vai lá com Voltaren e afins porque não estou afim de ir ao Ortopedista. #firstworldproblems

Ele há coisas...

Nos últimos meses tenho  falado mais com o meu irmão do que nos últimos dois anos (ou três se eu pensar bem no assunto), liga-me ele porque há coisas nas quais eu posso ajudar.

Começo-me a irritar ligeiramente com este pseudo-regresso (porque quando não precisar já não vai ligar) e sinto a minha tolerância a baixar.

Respira fundo, um dois, um dois...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sabor de Jabuticaba



Inevitavelmente perguntava sempre aos meus amigos brasileiros: "a que sabe jabuticaba?", não vos vou dizer a resposta porque é super óbvia mas jabuticabas e pitangas eram aqueles frutos que ouvíamos nas novelas ou líamos em livros e eu não sabia nem como eram ou a que sabiam.

Um amigo meu veio de São Paulo a Lisboa para uma conferência e fomos jantar na quarta-feira (gosta de pataniscas e do nosso arroz de feijão) e quando chegou ao meu carro disse-me "Como não posso trazer o fruto, trouxe geleia de jabuticaba!" e eu fiquei super comovido.

Jabuticaba sabe a uma espécie de fruto vermelho mas com um sabor mais intenso, não o consigo definir e vou comer muito pouca geleia para poder prolongar o saber e gravá-lo na minha memória.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Adeus Páscoa, já vais tarde...

O meu fim de semana foi um autêntico marasmo e cada vez mais a Páscoa está a par e passo com o Natal em termos de desilusões.

Estupidamente os meus dias foram preenchidos com:


  1. Ver todos os episódios de Bunheads (porque é que cancelaram, porquê?)
  2. Ver o novo episódio de Sailor Moon Crystal (YAS GOD WERK)
  3. Ver o "Still Alice" e embora a Julianne esteja soberba, foi um bocado Alzheimer light.
  4. Por-me a par de Vampire Diaries (do not judge)
  5. Por-me a par de Bones (sim sim, eu vejo bué séries).
  6. Organizar os meus Clamp no Kiseki e aperceber-me que me faltam dois.
  7. Chegar à triste conclusão que estou sem material para desenhar e não tenho guito para repor tudo.
  8. Chegar a outra triste conclusão que quero ilustrar com copic, mas still sem guito.
Bah, humbug!

terça-feira, 24 de março de 2015

Antecedendo à festa cristã sobre coelhos, flores e ovos (de preferência tudo de chocolate)

Mais uma altura festiva e mais um fazer malas e ir à casa da minha infância, mimar a minha Hécate e passar algum tempo com a minha mãe. É um exercício com as suas particularidades.

Amo mamãe profundamente mas temos uma relação duplamente sádico-masoquista e nestas alturas festivas em que a amargura vem ao cimo vamos invariavelmente acabar por chocar.

No outro dia perguntavam-me "Mas porque é que não ficas em casa, assim não te chateias.", é um facto mas mamãe conseguiu incutir um enorme sentimento de culpa ao longo dos anos e acho que só com uma lobotomia é que aquilo sai, mas também sai tudo logo a seguir.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Cenas que eu até gostava de saber #2

Na altura pareceu-me interessante o desafio (quando estiver tudo concluído eu conto-vos aqui) mas honestamente o que é que me passou pela cabeça por ter ficado a trabalhar durante dois dias fechado em casa. Quem disse que quem corre por gosto não cansa nunca deve ter corrido.

terça-feira, 17 de março de 2015

Eolo versus o início da semana

Estou que não me aguento, depois de uma segunda-feira cheia de estupidez em geral (e a minha em particular), a noite não foi boa conselheira e estou aqui que não me aguento.

O temporal fez a minha asma aparecer assim louca como se eu sentisse muita falta dela e o meu braço também quis dormir torto e pareço um frango de supermercado. Valha-me Saint François de la NARS para me fazer parecer uma pessoa minimamente decente e sobreviver à A5 com chuva, mas pensando bem podia ser pior, podia ser a IC19.

Os últimos dias foram consumidos por um projecto que surgiu do nada e que, quando estiver terminado, falo dele por aqui.