quarta-feira, 7 de outubro de 2015

As senhoras não têm barba

Ontem por força das circunstâncias fui comprar makeup ao counter do costume, o que não foi "do costume" foi o vendedor genérico (não da marca) que me atendeu, um homem meio geeky primeiro pergunta-me "quer experimentar uma fragrância", ao que eu respondi "Não, queria saber se tinham a nova base em pó.", ele estranhou e mostrou-me o produto sendo que faltava lá o tom mais claro e eu perguntei se não iam ter, ao que ele respondeu "Ah, isso é só para o mercado asiático." e eu sorri e respondi "Estranho, têm no Selfridges e no Harrods em Inglaterra." e ainda mais estranho porque a loja tinha anúncios físicos e verbais em mandarim o que significa que a marca está automaticamente a perder uma clientela que a loja quer, cenas.

Ah e tal cenas, lá me perguntou "Só usa pó e corrector, não é.", eu encolhi os ombros e disse que sim porque não me apetecia que me propusesse n coisas que não me fazem falta, depois olhou para mim e disse "Mas quer experimentar?", ao que eu disse que sim, a rapariga que estava ao pé dele disse para eu me sentar e ele lá foi buscar o pincel. Antes de começar perguntou-me se eu estava maquilhado ou não eu respondi que sim e ele foi buscar algodão para limpar a zona que ia experimentar e com tanta zona no meu focinho decidiu tirar da zona da barba que não era feita há dois dias e ficaram bocados de algodão agarrados aos pelos e ficou muito nervoso outra vez e disse "Sabe, as senhoras não têm barba, vou buscar-lhe um toalhete.", aqui já suspirei porque a minha barba era mais do que evidente e bastava juntar dois mais dois se pensasse que algodão mal embebido ia lá ficar e podia ter logo usado o toalhete, mas também percebo a cena do ritual de usar o maior número de produtos da marca possível, depois vendo ali uma excelente oportunidade de fazer outra venda diz-me "Usa corrector, ou escolheu mal.", ao que eu sorri e disse "Tenho alergia sazonal e passei o dia a chorar o corrector já se foi." e ele começou a aplicar, meio a tremer e tal não percebi se era novo (nunca o tinha visto), se por alguma razão maquilhar um homem lhe fazia confusão (sei lá, CENAS) e no fim começou "Sim porque nós homens só queremos disfarçar olheiras e tirar brilho, não é.", eu não disse nada porque para mim maquilhagem não tem género e em teoria se eu quisesse andar de batom vermelho na rua andava.

Fui-me embora com o pincel dele em mente (o da marca ordinaronas, o da marca) e em vez de o comprei cheguei à conclusão que poderá ser trocado por pontos que já acumulei mas lá está, sendo uma compra não urgente deixei para pensar no assunto mais tarde.

Saí de lá com uma sensação estranha, como se não pertencesse ali, como se o facto de maquilhar um homem de fato e gravata fosse estranho, dei 50% de desconto a pensar que ele é novo ou não conhece a marca, mas não foi propriamente uma experiência agradável e acabou por ser extremamente awkward.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bishoujo Senshi Sailor Moon Crystal 13

O último volume da primeira série de Sailor Moon Crystal vem a caminho e a capa é super meh...

O charm vai ser a Chave do Tempo-Espaço e vai ter também storyboards de qualquer coisa, digo qualquer coisa porque no primeiro volume já tinham vindo os storyboards das sequências de opening e ending,

Entretanto, acho que não escrevi por aqui, o próximo arco de Sailor Moon vai ser animado por isso não estou necessário nostálgico ou melancólico porque vou só ter que esperar pela Sailor Uranus! <3 p="">
Com este Bluray mandei também vir o único volume da reedicação da manga que faltava (#8) e as minhas compras pela CDJapan vão acalmar nos próximos meses, graças aos deuses.


An oldie but a goodie

Chicane - Saltwater



Obrigado Gattaca pela inspiração.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Eolo goes back to school (Lesson 1)

Sábado foi o dia de começar as aulas, ia bastante preocupado pois fiquei aquém das páginas por estudar e a sentir que ia fazer figura de urso, aquele que salta o nível e depois não diz pão.

A professora é extremamente descontraída, é de longe a mais informal que já alguma vez tive e senti-me bem vindo e ainda respirei fundo quando me apresentei a uma turma que não me conhecia de lado nenhum.

A turma é jovem, jovem o suficiente para eu perceber que não sou jovem e que o meu nível de tolerância está bastante baixo, não acho piada a falarem uns com os outros no meio de um exercício e fiquei um bocado surpreendido com a forma como liam, perros e sem articulação nenhuma, os meus níveis de confiança lá conseguiram subir um bocadinho.

No final a professora diz-me "É demasiado fácil, não é?" e, pelo menos até aula em questão sabia o vocabulário e os termos, propôs-me ir no nível seguinte para ter uma noção do "salto" em termos de gramática porque não quer que eu desmotive. Achei-a querida, verdade que é o ganha-pão dela e convém que os alunos estejam motivados mas tendo em conta que nunca me deu aulas podia perfeitamente exigir que eu iniciasse no primeiro nível. Senti-me desconfortável com os kanji mas respondeu-me pragmaticamente que isso é tudo trabalho de casa e que não faz praticar kanji na aula por achar uma perda de tempo.

Resultado, para a semana vou a uma aula do nível seguinte, semi-nervoso porque não quero estar um nível acima e ser um aluno medíocre, o  que significa que convém ler o livro TODO para ver o que acontece para a semana que vem.